ALTA IDADE MÉDIA E ISLAMISMO

CAIU NO ENEM!

CAIU NO VESTIBULAR!

2016

B (MACKENZIE 2016)  Ao analisar a estrutura do trabalho, durante a Alta Idade Média, Leo Huberman afirmou:

“O camponês era, então, um escravo? Na verdade, chamava-se de ‘servos’ a maioria dos arrendatários, da palavra latina servus, que significa ‘escravo’. Mas eles não eram escravos, no sentido que atribuímos à palavra, quando a empregamos”.

Leo Huberman. História da riqueza do homem. 21ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1986, p. 06.

Considerando os trabalhadores durante o período considerado, a distinção principal, notada pelo autor, decorre

  • a) da obtenção de proteção, oferecida pelo senhor aos seus servos que, em troca, prestavam o juramento de fidelidade ao dono da terra, dentro das relações de suserania e vassalagem.
  • b) das especificidades do trabalho naquele período, em que os servos deviam obrigações ao senhor da propriedade, não podendo ser vendidos ou trocados, já que estavam vinculados à terra.
  • c) das formas diferentes de se lidar com a mão de obra, já que, na Idade Média, o servo podia ser vendido ou trocado a qualquer momento, condição inexistente com os escravos.
  • d) da concepção diferenciada sobre o tratamento dado aos trabalhadores, mais amena em relação aos servos, e de extrema crueldade em relação aos escravos e suas respectivas famílias.
  • e) dos diferentes vínculos estabelecidos entre o trabalhador e o senhor da terra: o escravo estava preso ao seu proprietário, já os servos eram homens livres, que podiam escolher a proteção de um senhor menos cruel.

 

C (UNICAMP 2016)  Reproduz-se, abaixo, trecho de um sermão do bispo Cesário de Arles (470-542), dirigido a uma paróquia rural.

“Vede, irmãos, como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do corpo e a remissão dos pecados. Se é possível, pois, encontrar este duplo benefício na Igreja, por que há infelizes que se empenham em causar mal a si mesmos, procurando os mais variados sortilégios: recorrendo a encantadores, a feitiçarias em fontes e árvores, amuletos, charlatães, videntes e adivinhos?”

(Fonte: http://www.institutosapientia.com.br/site/index.php?option=co_content&view=article&id=1397:sao-cesario-de-arles-sermao-13-parauma-paroquia-rural&catid=28: outros-artigos&Itemid=285.)

A partir desse sermão, escrito no sul da atual França, é correto afirmar que:

  • a) A Igreja Católica assumia funções espirituais e deixava à nobreza o cuidado da saúde dos camponeses, através de ordens religiosas e militares.
  • b) O cristianismo tinha penetrado em todas as categorias sociais e era interpretado da mesma forma através da autoridade dos bispos.
  • c) Práticas consideradas menos ortodoxas por Cesário de Arles ainda encontravam espaço em setores da sociedade e a elite da Igreja tentava se afirmar como o único acesso ao sagrado.
  • d) O avanço do materialismo estava afastando da Igreja os camponeses, que, com isto, deixavam de pagar os dízimos eclesiásticos.

 

B (UPE-SSA 1 2016)  Os pastos, prados, bosques da herdade feudal eram usados, em comum, mas a terra arável se dividia em duas partes. Uma terça parte pertencia ao senhor; outra ficava em poder dos arrendatários que, então, trabalhavam a terra, e a última ficava em pousio. Uma característica curiosa do sistema feudal é que as terras não eram contínuas, mas dispersas em faixas: a terra arrendada por A se espalha por três campos e está dividida em faixas, nenhuma das quais vizinhas da outra.

HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem, 1986, p. 4. (Adaptado)

Sobre o texto, infere-se que

  • a) a produção dos campos era igualmente dividida entre o senhor e seus arrendatários.
  • b) os arrendatários podiam usar livremente as terras de uso comum, mas não as produtivas.
  • c) as terras arrendadas a cada família eram colocadas proximamente para melhorar a colheita.
  • d) dois terços das terras permaneciam em repouso, e somente um terço era efetivamente laborado.
  • e) os pastos, prados e bosques eram de uso exclusivo do senhor feudal.

 

(UNICAMP 2016) A palavra árabe iman provém de uma raiz que significa ‘ter certeza’ e designa fé, no sentido da certeza.

A fé, por conseguinte, não contradiz o conhecimento nem a compreensão. Pelo contrário, o desejo de saber é uma obrigação religiosa, e os tempos pré-islâmicos (século VI) na Arábia são chamados pelos islâmicos de jahiliya, ignorância.

(Adaptado de Burkhard Scherer (org.), As Grandes religiões: temas centrais comparados. Petrópolis: Vozes, 2005, p. 77.)

  • a) Cite uma característica política e uma característica religiosa da península arábica pré-islâmica.
  • b) Como conviveram fé e conhecimento científico no mundo islâmico na Alta Idade Média?

RESPOSTA: a) Política: falta de unidade territorial e política; Religiosa: religião politeísta. b) Como o texto deixa claro, a religião árabe estimulava a busca pelo conhecimento. Assim, os árabes assimilaram os conhecimentos dos povos que dominaram, desenvolvendo saberes em áreas como a Medicina, por exemplo.

 

D (FGV 2016)  “Em muitos reinos sudaneses, sobretudo entre os reis e as elites, o islamismo foi bem recebido e conseguiu vários adeptos, tendo chegado à região da savana africana, provavelmente, antes do século XI, trazido pela família árabe-berbere dos Kunta.

(…) O islamismo possuía alguns preceitos atraentes e aceitáveis pelas concepções religiosas africanas, (…) associava as histórias sagradas às genealogias, acreditava na revelação divina, na existência de um criador e no destino. (…) O escritor árabe Ibn Batuta relatou, no século XIV, que o rei do Mali, numa manhã, comemorou a data islâmica do fim do Ramadã e, à tarde, presenciou um ritual da religião tradicional realizado por trovadores com máscaras de aves.”

(Regiane Augusto de Mattos, História e cultura afro-brasileira. 2011)

Considerando o trecho e os conhecimentos sobre a história da África, é correto afirmar que

  • a) a penetração do islamismo nas regiões subsaarianas mostrou-se superficial porque atingiu poucos setores sociais, especialmente aqueles voltados aos negócios comerciais, além de sofrer forte concorrência do cristianismo.
  • b) a presença do islamismo no continente africano derivou da impossibilidade dos árabes em ocupar regiões na Península Ibérica, o que os levou à invasão de territórios subsaarianos, onde ocorreu violenta imposição religiosa.
  • c) o desprezo das sociedades africanas pela tradição árabe gerou transações comerciais marcadas pela desconfiança recíproca, desprezo mudado, posteriormente, com o abandono das religiões primitivas da África e com a hegemonia do islamismo.
  • d) o comércio transaariano foi uma das portas de entrada do islamismo na África, e essa religião, em algumas regiões do continente, ou incorporou-se às religiões tradicionais ou facilitou uma convivência relativamente harmônica.
  • e) as correntes islâmicas mais moderadas, caso dos sunitas, influenciaram as principais lideranças da África ocidental, possibilitando a formação de novas denominações religiosas, não islâmicas, desligadas das tradições tribais locais.

 

C (UNESP 2016)  Os mosteiros eram em primeiro lugar casas, cada uma abrigando sua “família”, e as mais perfeitas, com efeito, as mais bem ordenadas: de um lado, desde o século IX, os mais abundantes recursos convergiam para a instituição monástica, levando-a aos postos avançados do progresso cultural; do outro, tudo ali se encontrava organizado em função de um projeto de perfeição, nítido, bem estabelecido, rigorosamente medido.

(Georges Duby. “A vida privada nas casas aristocráticas da França feudal”. História da vida privada, vol. 2, 1992. Adaptado.)

A caracterização do mosteiro medieval como uma “casa”, um “posto avançado do progresso cultural” e um “projeto de perfeição” pode ser explicada pela disposição monástica de

  • a) valorizar a vida privada, participar ativamente da vida política e combater o mal.
  • b) recuperar a experiência histórica e pessoal do Salvador durante sua estada no mundo dos vivos.
  • c) recolher-se a uma comunidade fechada para orar, estudar e combater a desordem do mundo.
  • d) identificar-se com as condições de privação por que passavam as famílias pobres, celebrar a tradição escolástica e agir de forma ética.
  • e) reconhecer a humanidade como solidária e unida num esforço de salvação da alma dos fiéis e dos infiéis.

 

C (PUC PR 2016)  O islamismo, religião monoteísta fundada por Maomé (c. 570-632), mudou o cenário religioso e político do Oriente Médio e de toda a bacia do Mediterrâneo. Os padrões islâmicos de moralidade e as normas que regulam a vida cotidiana são fixados pelo Alcorão, que os muçulmanos acreditam conter a palavra de Alá, tal qual revelada a Maomé. Para os muçulmanos, sua religião é a conclusão e o aperfeiçoamento do judaísmo e do cristianismo. Maomé conseguiu unificar as tribos árabes, envolvidas em constantes disputas, numa força poderosa dedicada a Alá e à difusão da fé islâmica. Após a morte de Maomé, no entanto, seus sucessores não conseguiram manter a unidade, por disputas sucessórias. Essas disputas dividiram o Islã em dois grupos principais, que permanecem até os dias de hoje.

É CORRETO afirmar que esses dois grupos rivais são:

  • a) Monofisistas e nestorianos.
  • b) Monofisistas e maronitas.
  • c) Sunitas e xiitas.
  • d) Otomanos e assírios.
  • e) Xiitas e politeístas.

 

A (UEMG 2016)

Durante a Idade Média, no ano de 570, nascia Maomé, conhecido por ser o profeta de Alá. Desde a sua morte até o século XXI a crença em Alá tem sido difundida pela fé Islâmica que é, até hoje, predominante no norte da África e na Península Arábica. Em 711, a expansão islâmica conquistara espaço na Europa Ocidental. Quase toda a Península Ibérica fica sob o poder do Califado.

O que detém o avanço Islâmico é

  • a) a resistência do império Franco e o processo de reconquista ligado às monarquias locais fortemente influenciadas pelo cristianismo.
  • b) a proposta, dos grupos dirigentes das Monarquias Ibéricas, de associar os preceitos islâmicos aos valores cristãos, enfraquecendo assim as frentes de batalha.
  • c) a ação da Rússia em repressão aos islâmicos, formando uma frente combativa para manter as antigas monarquias ibéricas.
  • d) a formação de um Reino Cristão que unia todas as monarquias europeias para combater os invasores.

 

C (UEFS 2016)  No Mediterrâneo, “os cristãos não conseguem fazer flutuar sequer uma tábua”. Afirmativa de Ibn Khaldun, historiador muçulmano (1332-1406), autor da História dos Árabes e dos Berberes.

AQUINO, Rubim S. L. de ET AL. História das sociedades: das comunidades primitivas às sociedades medievais. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, v. 1, 1980, p. 343.

A análise do historiador árabe do século XIV diz respeito

  • a) à parceria estabelecida entre muçulmanos e judeus para o estabelecimento do monopólio no comércio marítimo mediterrâneo.
  • b) à autossuficiência da economia feudal europeia na Baixa Idade Média, o que desestimulava o acesso às rotas marítimas comerciais do Mediterrâneo.
  • c) ao controle da navegação comercial no contexto do mar Mediterrâneo, estabelecido pelos árabes, excluindo os reinos europeus da circulação comercial.
  • d) ao atraso no conhecimento da navegação comercial pelos reinos europeus, especialmente os localizados na península itálica.
  • e) à ausência de portos marítimos no sul da Europa, o que dificultava a ancoragem de embarcações nas atividades comerciais.

 

B (UNESP 2016)  Eis dois homens à frente: um, que quer servir; o outro, que aceita, ou deseja, ser chefe. O primeiro une as mãos e, assim juntas, coloca-as nas mãos do segundo: claro símbolo de submissão, cujo sentido, por vezes, era ainda acentuado pela genuflexão. Ao mesmo tempo, a personagem que oferece as mãos pronuncia algumas palavras, muito breves, pelas quais se reconhece “o homem” de quem está na sua frente. Depois, chefe e subordinado beijam-se na boca: símbolo de acordo e de amizade. Eram estes – muito simples e, por isso mesmo, eminentemente adequados para impressionar espíritos tão sensíveis às coisas – os gestos que serviam para estabelecer um dos vínculos mais fortes que a época feudal conheceu.

(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987.)

O texto e a imagem referem-se à cerimônia que

  • a) consagra bispos e cardeais.
  • b) estabelece as relações de vassalagem.
  • c) estabelece as relações de servidão.
  • d) consagra o poder municipal.
  • e) estabelece as relações de realeza.

 

(FUVEST 2016) No século XII, padres e guerreiros esperavam da dama que, depois de ter sido filha dócil, esposa clemente, mãe fecunda, ela fornecesse em sua velhice, pelo fervor de sua piedade e pelo rigor de suas renúncias, algum bafio de santidade à casa que a acolhera. Ela, por certo, era dominada. Entretanto, era dotada de um singular poder por esses homens que a temiam, que se tranquilizavam clamando bem alto sua superioridade nativa, que a julgavam contudo capaz de curar os corpos, de salvar as almas, e que se entregavam nas mãos das mulheres para que seus despojos carnais depois de seu último suspiro fossem convenientemente preparados e sua memória fielmente conservada pelos séculos dos séculos.

 Georges Duby, Damas do século XII. Adaptado.

A partir do texto,

  • a) identifique dois papéis sociais exercidos pelas mulheres na Idade Média;
  • b) associe as relações entre homens e mulheres à estrutura social na Idade Média.

RESPOSTA: a) Submissão à figura masculina (pai, marido, etc.) e continuidade das linhagens através da procriação; b) A sociedade medieval era essencialmente patriarcal. Logo, a mulher estava submetida à autoridade masculina, exercendo papeis secundários como os citados na letra [A].

 

A (UCS 2016)  Sobre a Igreja Católica, durante o Período Feudal, é correto afirmar que

  • a) a produção cultural, o comportamento e, sobretudo, a ordem social, através do controle da fé, normatizava os costumes.
  • b) a figura do Papa, líder político mais influente durante toda a Idade Média, garantia a centralização do poder.
  • c) a unificação da religião no Oriente e no Ocidente foi uma imposição apoiada pelo regime político em todo território.
  • d) a crença difundida era a de que as pessoas obtinham a salvação espiritual pela predestinação, ou seja, desde o nascimento os fiéis estavam destinados à salvação ou à condenação eterna, independente de suas obras no mundo material.
  • e) a necessidade da participação em apenas dois sacramentos, o batismo e a eucaristia, era um preceito para seus milhares de seguidores.

 

D (UNESP 2016)  Examine a iluminura extraída do manuscrito Al-Maqamat, de Abu Muhammed al-Kasim al-Hariri, 1237.

A imagem pode ser associada à tradição dos conhecimentos desenvolvidos no mundo árabe-islâmico durante a Idade Média e revela

  • a) a inexistência de instrumental médico nas sociedades islâmicas, que impediam qualquer tipo de corte nos corpos.
  • b) a preparação do cadáver feminino para a cremação, principal culto funerário desenvolvido nas sociedades islâmicas.
  • c) a condenação imposta pelas autoridades religiosas islâmicas às pessoas que cuidavam de doentes e mulheres grávidas.
  • d) o desenvolvimento da medicina nas sociedades islâmicas, o que permitiu avanços, como a descrição da varíola e o emprego de anestesia em cirurgias.
  • e) o repúdio, nas sociedades islâmicas, à representação do nu feminino, o que provocou sucessivas punições civis e religiosas a artistas.

 

D (IFBA 2016)  Leia com atenção o texto sobre a Idade Média.

Idade Média: “Idade das Trevas” ou uma “Belle Époque”?

Contexto Europeu do século X ao século XIII

“Idade das Trevas” foi o termo adotado pelo humanistas do século XVII, quando generalizaram toda a civilização da Europa do século IV ao século XV como um tempo de ruína e flagelo. Esta ideologia de obscuridade das trevas é resultado de fatos e acontecimentos negativos ocorridos no longo período da Idade Média, tais como as guerras, as invasões bárbaras, as crises da agricultura, as epidemias, 1a imposição da Igreja, a inquisição em relação aos hereges, a centralização da economia restrita aos feudos, as desigualdades sociais, dentre outros aspectos, mas que não justificam criar uma terminologia pejorativa para uma gigante e envolvente civilização que, em contraste com esse lado negativo, muito criou, muito inventou e muito desenvolveu, lembrando que o período medieval é o carro chefe da historiografia contemporânea.

Disponível em: http://meuartigo.brasilescola.com;historia/idade-media-idade-trevas.htm. Acesso em: 22.09.2015.

 

Assinale a alternativa correta, considerando o período da Idade Média:

  • a) apesar da existência de servos, a Idade Média tinha nos escravos sua principal força produtiva.
  • b) nos Feudos, durante a Idade Média, surgiu a burguesia como classe econômica, porém, o poder da Igreja fez com que a burguesia tivesse pouca importância.
  • c) o pensamento medieval expressado no texto foi dominado pela burguesia, sobretudo no que se refere aos assuntos científicos, pois só as corporações de ofício tinham acesso a este conhecimento.
  • d) o texto aponta que o uso do termo “Idade das Trevas” não seria o melhor para definir a Idade Média, pois, apesar dos problemas e desigualdades sociais, esse período deixou grandes legados para a História Contemporânea.
  • e) o trecho “a imposição da Igreja, a inquisição em relação aos hereges…” (ref. 1) demonstra o poder da Igreja como classe dominante nos campos da economia e da política, cabendo aos servos somente o direito ao voto, porém, sem direito a se eleger a nenhum cargo político.

 

C (PUC RS 2016)  Analise as afirmativas sobre o período medieval.

  1. O ritual da investidura era uma cerimônia praticada no momento da elevação de um guerreiro a vassalo.
  2. No período Carolíngio, a difusão da vassalagem resultou na centralização da estrutura política em torno do rei.
  3. As banalidades eram obrigações feudais pagas pelos servos e relativas ao uso das instalações no domínio senhorial.

A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são

  • a) I, apenas.
  • b) II, apenas.
  • c) III, apenas.
  • d) I e II, apenas.
  • e) I, II e III.

 

B (UFRGS 2016)  Sobre a história da Idade Média, assinale a alternativa correta.

  • a) A criação do Sacro Império Romano Germânico no Ocidente, no contexto da expansão carolíngia do século VIII, resultou na conversão dos francos ao cristianismo.
  • b) A Igreja permitia o ingresso feminino apenas nas ordens regulares, enquanto as seculares eram reservadas somente aos homens.
  • c) A aristocracia exercia atividade guerreira, embora não fosse detentora de terras ou de direitos senhoriais.
  • d) A criação dos relógios mecânicos públicos, a partir do século XIII, reforçou o monopólio eclesiástico no controle do tempo pela Igreja.
  • e) A presença islâmica no Mediterrâneo, a partir do século VII, caracterizou-se pela destruição dos mecanismos de administração urbana nas cidades europeias.

 

(UEPG 2016) Instituição detentora de grandes poderes do mundo medieval, a Igreja Católica exerceu forte influência religiosa, ideológica e política na Europa durante o feudalismo. A respeito desse tema, assinale o que for correto.

  • 01) Os sacerdotes católicos dividiam-se em duas categorias: o clero regular (que vivia nos mosteiros) e o clero secular (que vivia fora dos mosteiros).
  • 02) Beneditinos, franciscanos, dominicanos e carmelitas são algumas das congregações católicas existentes na Europa medieval.
  • 04) A Questão das Investiduras foi resolvida por uma Bula Papal que atribuiu aos senhores feudais o direito de nomear religiosos, como padres e bispos.
  • 08) Os Tribunais da Inquisição foram criados com objetivo exclusivo de expulsar da Igreja Católica os fiéis que, ao mesmo tempo, frequentavam templos protestantes e eram, por isso, considerados hereges.
  • 16) Única instituição religiosa medieval, a Igreja Católica – inspirada nos princípios cristãos – foi responsável pela promoção de um grande processo de reforma agrária na Europa.

RESPOSTA:  01 + 02 = 03.

 

 

C (UFPR 2016)  Segundo a historiadora Miri Rubin, “longe de serem estéreis e previsíveis, as universidades medievais produziram não apenas servidores civis e burocratas eclesiásticos como também pensadores radicais, cuja obra teve impacto real e que, apesar de suas críticas desafiadoras, morreram em suas próprias camas, e não na cela de uma prisão”.

(Revista Ensino Superior, Unicamp, 25/04/2012)

A partir desse excerto e dos conhecimentos sobre o período medieval europeu, assinale a alternativa que relaciona as universidades com seu contexto de surgimento e expansão.

  • a) As universidades foram patrocinadas pelo papado, para fornecerem profissionais preparados para atuar num contexto de expansão marítima e comercial e de declínio da Igreja Católica perante a formação dos Estados Nacionais, ao mesmo tempo em que estimulariam a autonomia do conhecimento escolástico.
  • b) As universidades foram patrocinadas pelos comerciantes burgueses, a fim de fornecerem profissionais para atuar num contexto de iluminismo científico e de feudalização da sociedade, com o propósito de substituir os mosteiros como fonte produtora de conhecimento científico e tecnológico.
  • c) As universidades foram patrocinadas pelo papado ou por reis e príncipes, a fim de fornecerem profissionais para atuar num contexto de renascimento urbano e comercial e de formação dos primeiros Estados Nacionais, tornando-se espaços autônomos de valorização do conhecimento científico.
  • d) As universidades surgiram patrocinadas pelo papado, a fim de fornecerem profissionais para atuar num contexto de declínio do poder da nobreza, com o intuito de criar espaços autônomos para estudo do direito e da matemática, de modo a servir à nascente administração eclesiástica.
  • e) As universidades surgiram patrocinadas por reis, príncipes ou pelo papado, a fim de fornecerem profissionais tanto para o gerenciamento eclesiástico das cidades pertencentes à Igreja Católica quanto para as cortes das nascentes monarquias nacionais, em um contexto de revolução científica.