PERÍODO REGENCIAL

CAIU NO VESTIBULAR!

2014

E (ESPCEX 2014) “O mais duradouro movimento rebelde do Império foi a Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, entre 1835-1845. […] Em 1836, após importantes vitórias sobre as tropas legalistas, os farroupilhas proclamaram a República Rio Grandense”.

(BOULOS JR, 2011)

Em 1842, Luís Alves de Lima e Silva, então Barão de Caxias, é enviado pelo Império para comandar as forças legalistas. A atuação de Caxias pacificou a região já no ano de 1845.
Abaixo são listadas algumas medidas que poderiam ser utilizadas para solução do conflito:

  1. Repressão violenta com prisão e fuzilamento de todos os líderes do movimento farroupilha.
  2. Aumento de taxas de importação do charque platino para tornar o similar rio-grandense-do-sul mais competitivo no mercado nacional.
  3. Cerco impiedoso sobre as maiores cidades rebeladas, provocando a morte de milhares de civis, minando a moral do inimigo e levando os insurretos à rendição.
  4. Incorporação ao Exército Brasileiro de comandantes farroupilhas com os mesmos postos que ocupavam nas tropas rebeldes.
  5. Reconhecimento, pelo governo imperial, da liberdade dos escravos que lutaram na revolução como soldados.

Na ocasião, Caxias propôs

  • a) todas as medidas acima listadas.
  • b) apenas as medidas I, II e III.
  • c) apenas as medidas I, III e IV.
  • d) apenas as medidas II, III e V.
  • e) apenas as medidas II, IV e V.

 

2013

(UEPG  2013) Entre 1822 e 1889, o Brasil viveu sob a égide da Monarquia e foi no decorrer desse período que o país acompanhou a formação de seu Estado Nacional. A respeito desse tema, assinale o que for correto.

  • 01) Uma das principais marcas do Estado monárquico brasileiro, tanto no primeiro quanto no segundo reinado, foi a centralização de poder nas mãos do Imperador.
  • 02) O estímulo aos regionalismos e a autonomia provincial foram marcas essenciais do Estado Nacional brasileiro do século XIX.
  • 04) A Guerra dos Farrapos, ocorrida no Rio Grande do Sul entre 1835 e 1845, se caracterizou como um dos principais movimentos de apoio e fortalecimento do Estado Nacional no Brasil do século XIX.
  • 08) O período regencial, interregno entre o primeiro e o segundo reinado, se caracterizou como um momento de calmaria no cenário político brasileiro dos Oitocentos.
  • 16) A criação da Guarda Nacional significou, na prática, o reconhecimento, por parte do Estado, do poder político exercido pelos latifundiários em todo o território brasileiro.

RESPOSTA:  01 + 16 = 17.

 

(UFG 2013) Leia o texto e analise a imagem apresentados a seguir.

Pela linha paterna, o príncipe imperial descendia de reis e antepassados ilustres. D. Pedro II era o oitavo duque de Bragança, cuja família estava entrelaçada com os Capetos da França. Pela linhagem materna, D. Pedro era ligado ao imperador Francisco I, da Alemanha, da Áustria, da Hungria e da Boêmia, ele mesmo filho de Leopoldo II, imperador da Alemanha e irmão de Maria Antonieta, mulher de Luís XVI. Ao mesmo tempo, isolado no Paço, esquecido em consequência das conturbações políticas e da doença da mãe, D. Pedro II se tornava o “órfão da nação”.

SCHWARCZ, L. M. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 47-49. (Adaptado).

O texto descreve a linhagem familiar de D. Pedro II, que descende de portugueses e austríacos, enquanto a imagem representa D. Pedro II criança, que seria considerado órfão da nação, desde a Abdicação de seu pai. Diante do exposto e com base nos documentos, explique a associação entre

a) a linhagem familiar e as relações internacionais, no Império;

b) a orfandade de D. Pedro II e a construção de um projeto de nação para o Brasil, no Segundo Império.

 

(UFMG 2013) Leia o trecho:

O sete de abril de 1831, mais do que o sete de setembro de 1822, representou a verdadeira independência nacional, o início do governo do país por si mesmo, a Coroa agora representada apenas pela figura quase simbólica de uma criança de cinco anos. O governo do país por si mesmo […] revelou-se difícil e conturbado. Rebeliões e revoltas pipocaram por todo o país, algumas lideradas por grupos de elite, outras pela população tanto urbana como rural, outras ainda por escravos.

CARVALHO, J. Murilo et al. Documentação política, 1808-1840. Brasiliana da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional/Nova Fronteira, 2011, s/p.

  • a) EXPLIQUE o sentido da frase considerando o seu contexto histórico: “a Coroa agora representada apenas pela figura quase simbólica de uma criança de cinco anos”.
  • b) APRESENTE dois fatores que contribuíram para as conturbações políticas e sociais que levaram às rebeliões e às revoltas do período.

 

D (CEFET MG 2013) “[…] nasci e me criei no tempo da regência; e que neste tempo o Brasil vivia, por assim dizer, muito mais na praça pública do que mesmo no lar doméstico; ou, em outros termos, vivia em uma atmosfera tão essencialmente política que o menino […] em casa muito depressa aprendia a falar liberdade e pátria […], começava logo a ler e aprender a constituição política do império. Daqui resultava que não só o cidadão extremamente se interessava por tudo quanto dizia respeito à vida pública; mas que não se apresentava um motivo, por mais insignificante que fosse de regozijo nacional ou político, que imediatamente todos não se comovessem […] e se tratasse de por na rua uma bonita alvorada. […] eu vou dizer o que é que então se tinha por costume de chamar de alvorada. Quando se tratava […] de regozijo geral por qualquer ato político ou público, apenas a noite começava a escurecer, toda a vila tratava logo de iluminar-se […].”

REZENDE, Francisco de Paula Ferreira de. Minhas Recordações. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1987 (1887). p. 67-68. (Adaptado)

O texto acima se refere a um período da história brasileira no qual se

  • a) confirmou o princípio político do republicanismo.
  • b) constatou a influência política de ideários socialistas.
  • c) atribuiu a conquista de direitos humanos à luta política.
  • d) presenciou a emergência de diferentes projetos políticos.
  • e) reproduziu a forma norte-americana de manifestação política.

 

A (UNESP 2013) A Revolução Farroupilha foi um dos movimentos armados contrários ao poder central no Período Regencial brasileiro (1831-1840). O movimento dos Farrapos teve algumas particularidades, quando comparado aos demais.

Em nome do povo do Rio Grande, depus o governador Braga e entreguei o governo ao seu substituto legal Marciano Ribeiro. E em nome do Rio Grande do Sul eu lhe digo que nesta província extrema […] não toleramos imposições humilhantes, nem insultos de qualquer espécie. […] O Rio Grande é a sentinela do Brasil, que olha vigilante para o Rio da Prata. Merece, pois, maior consideração e respeito. Não pode e nem deve ser oprimido pelo despotismo. Exigimos que o governo imperial nos dê um governador de nossa confiança, que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos separaremos do centro e com a espada na mão saberemos morrer com honra, ou viver com liberdade.

(Bento Gonçalves [carta ao Regente Feijó, setembro de 1835] apud Sandra Jatahy Pesavento. A Revolução Farroupilha, 1986.)

Entre os motivos da Revolução Farroupilha, podemos citar

  • a) o desejo rio-grandense de maior autonomia política e econômica da província frente ao poder imperial, sediado no Rio de Janeiro.
  • b) a incorporação, ao território brasileiro, da Província Cisplatina, que passou a concorrer com os gaúchos pelo controle do mercado interno do charque.
  • c) a dificuldade de controle e vigilância da fronteira sul do império, que representava constante ameaça de invasão espanhola e platina.
  • d) a proteção do charque rio-grandense pela Corte, evitando a concorrência do charque estrangeiro e garantindo os baixos preços dos produtos locais.
  • e) a destruição das lavouras gaúchas pelas guerras de independência na região do Prata e a decorrente redução da produção agrícola no Sul do Brasil.

 

A (UEL 2013) No contexto histórico das transformações ocorridas no século XIX, que envolveram questões da identidade nacional e da política, no Brasil, após a abdicação de D. Pedro I, ocorreu uma grave crise institucional. As tentativas de superação por meio das Regências provocaram uma série de revoltas como a Sabinada (BA), a Balaiada (MA) e a Cabanagem (PA).

A superação da crise, que coincidiu com o fim do período regencial, deveu-se à

  • a) antecipação da maioridade do príncipe herdeiro.
  • b) consolidação da Regência Una e Permanente.
  • c) formação e consolidação do Partido Republicano.
  • d) fundação das agremiações abolicionistas.
  • e) volta imediata de D. Pedro I às terras brasileiras.

 

2012

C (UFTM 2012) No Brasil, os anos que se seguiram à Independência foram marcados por crises políticas e revoltas em várias províncias. A situação ganhou novos rumos com o Golpe da Maioridade, que pode ser caracterizado como

  • a) o movimento que afastou D. Pedro I e deu início ao Período Regencial.
  • b) a luta entre monarquistas e republicanos, que marcou o Primeiro Reinado.
  • c) a manobra do Partido Liberal, que antecipou a coroação de D. Pedro II.
  • d) a reação conservadora, que restringia o poder das assembleias provinciais.
  • e) a ação de Feijó que, com apoio da Guarda Nacional, instituiu a Regência Una.

 

(UEM 2012) Sobre as revoltas ocorridas no período imperial da história do Brasil, assinale o que for correto.

  • 01) A Cabanagem foi uma importante revolta que envolveu toda a região amazônica e se estendeu aos territórios da Guiana Francesa.
  • 02) A Sabinada foi uma revolta que ocorreu no Estado de Mato Grosso, entre 1850 e 1869, e se estendeu por todo o Centro-Oeste do Brasil.
  • 04) A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha se originou no Rio Grande do Sul e se estendeu a territórios que fazem parte do atual Estado de Santa Catarina.
  • 08) Mesmo com o grande número de revoltas que chegaram a ameaçar a unidade do País, foi durante o período regencial que se consolidou o Estado Nacional.
  • 16) A Balaiada foi uma revolta das elites maranhenses contra o poder imperial. Iniciou-se no Maranhão e teve adesão das elites regionais dos atuais estados do Piauí e do Ceará.

RESPOSTA 04 + 08 = 12.

 

D (UFU 2012) No começo da década de 1830 na Corte circulava um jornal intitulado O Homem de cor. A epígrafe do jornal era a citação de um artigo constitucional: “Todo cidadão pode ser admitido aos cargos públicos civis e militares, sem outra diferença que não seja a de seus talentos e virtudes”. O redator combatia uma afirmação do presidente da província de Pernambuco, Manoel Zeferino dos Santos, que continha críticas à qualificação dos oficiais da Guarda Nacional, e propunha a separação entre os batalhões “segundo os quilates da cor”.

LIMA, Ivana Stolze. Cores, marcas e falas: sentidos da mestiçagem no Império do Brasil. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2003, p. 51 (adaptado).

Artigo 6º. São Cidadãos Brasileiros:

1) Os que no Brasil tiverem nascido, quer sejam ingênuos, ou libertos, ainda que o pai seja estrangeiro, uma vez que este não resida por serviço de sua Nação.

 Constituição Imperial do Brasil de 1824

Vocabulário:

Ingênuos: filhos de ex-escravos

Libertos: ex-escravos

 

O processo de independência do Brasil e a abdicação de Dom Pedro I, em abril de 1831, alimentaram expectativas de aprofundamento das reformas liberais. A epígrafe do jornal O Homem de cor expressa

  • a) a crítica à própria Constituição do Brasil, que tratou de estabelecer diferenças entre os cidadãos brancos e negros na ocupação de cargos.
  • b) a construção de uma identidade racial que previa a união de escravos, ex-escravos e seus descendentes na oposição ao sistema escravista.
  • c) a crítica ao monopólio dos portugueses na ocupação de cargos públicos e militares, que se mantinha mesmo depois da independência.
  • d) a luta pelo reconhecimento do direito de cidadania a todos os não escravos nascidos no Brasil, independente de critérios raciais.

 

B (UFRGS 2012) A respeito da Revolta dos Malês, ocorrida na cidade de Salvador em 1835, é correto afirmar que ela foi um movimento liderado por

  • a) escravos oriundos da África Oriental, inspirados na independência do Haiti.
  • b) escravos e libertos de origem africana, que professavam a religião muçulmana.
  • c) escravos nascidos no Brasil e grupos excluídos do processo político-partidário.
  • d) escravos e índios aldeados no Recôncavo, que protestavam contra a exploração.
  • e) populares que se inspiraram na Revolta dos Alfaiates.

 

(UFU 2012) A fatalidade das revoluções é que sem os exaltados não é possível fazê-las e com eles é impossível governar. Cada revolução subentende uma luta posterior e aliança de um dos aliados, quase sempre os exaltados, com os vencidos. A irritação dos exaltados [trouxe] a agitação federalista extrema, o perigo separatista, que durante a Regência [ameaçou] o país de norte a sul, a anarquização das províncias. […] durante este prazo, que é o da madureza de uma geração, se o governo do país tivesse funcionado de modo satisfatório – bastava não produzir abalos insuportáveis –, a desnecessidade do elemento dinástico teria ficado amplamente demonstrada.

NABUCO, Joaquim. Um Estadista do Império: Nabuco de Araújo, sua vida, suas opiniões, sua época. 2ed. São Paulo: Editora Nacional, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936, p.21.

Na obra Um Estadista do Império, escrita entre os anos de 1893 e 1894, Joaquim Nabuco faz uma análise da história do Brasil Imperial. O trecho acima remete ao período regencial (1831-1840) do país. Com base no texto e em seus conhecimentos, faça o que se pede.

a) Explique como Joaquim Nabuco interpretou o período regencial no Brasil.

b) O período da Regência é citado por diversos autores, incluindo Nabuco, como o de uma experiência republicana federalista. Aponte duas razões pelas quais a Regência no Brasil ganhou essa interpretação.

 

C (UESPI 2012) Durante o governo Regencial, foi criada no Brasil a Guarda Nacional (1831), que teve entre seus objetivos:

  • a) apoiar o reinado de D. Pedro I na consolidação da Independência.
  • b) proteger os grupos que lideravam a oposição à aristocracia rural.
  • c) substituir as tropas das milícias do exército e reforçar o poder das elites agrárias.
  • d) proteger as fronteiras quanto a possíveis invasões, sobretudo as do Nordeste.
  • e) conter as rebeliões e motins que pudessem perturbar a ordem institucional militar.

 

A (UESPI 2012) Após a abdicação de D. Pedro I ao trono, o Brasil foi governado por Regências Trinas, conforme previa a Constituição, mas o Ato Adicional de 1834 provocou algumas mudanças, entre as quais se estabelecia:

  • a) a regência una, para a qual o candidato era eleito e não mais indicado pela Assembleia Nacional, saindo vitorioso no primeiro pleito o Padre Diogo Antônio Feijó.
  • b) a eleição direta e secreta de um regente, cuja candidatura era efetivada por seu partido político, ganhando em primeiro lugar o brigadeiro Francisco de Lima e Silva.
  • c) a nomeação de um regente escolhido pelo presidente do Senado, a partir de uma lista composta dos nomes de três deputados, sendo nomeado o ministro Diogo Antonio Feijó.
  • d) as regências unas provisórias, cujo regente seria escolhido entre os deputados provinciais, que revezavam-se no poder, sendo o primeiro, José da Costa Carvalho.
  • e) a eleição popular de um regente, que ocuparia o cargo até a maioridade do herdeiro do trono, sendo eleito em primeiro lugar o senador Nicolau Vergueiro.

 

D (UESPI 2012) Entre os movimentos sociais que contestavam o poder centralizado do Império brasileiro, destaca-se o conflito cuja duração se estendeu da Regência ao Segundo Reinado, reconhecido como:

  • a) Confederação do Equador, que, iniciando-se em Pernambuco, contou com a adesão de grande parte das demais províncias nordestinas.
  • b) Revolução Praieira, que se singularizou pela luta contra o poder das oligarquias locais de Pernambuco.
  • c) Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador (BA) e organizada por negros de religião muçulmana, sendo considerada a maior rebelião de escravos do Brasil.
  • d) Guerra dos Farrapos, empreendida pelos Republicanos gaúchos, denominados de Farroupilhas, em que lutaram juntos grandes estancieiros, peões e escravos.
  • e) Revolta de Beckman, deflagrada no Maranhão pelos colonos, contra o poder dos jesuítas e o monopólio comercial português.

2011

D (CEFET MG 2011) Em outubro de 1835, Bento Gonçalves, líder rio-grandense dos revoltosos Farroupilhas, dirigia uma carta ao regente Feijó: “[…] O Rio Grande é a sentinela do Brasil que olha vigilante para o rio da Prata. Merece, pois, consideração e respeito. Não pode nem deve ser oprimido […]. Exigimos que o Governo nos dê um presidente de nossa confiança, que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos separaremos do centro e, com a espada na mão, saberemos morrer com honra ou viver com liberdade.”

(Apud PESAVENTO, Sandra Jatahy. Uma certa Revolução Farroupilha. In: GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo. O Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. V. II. p. 246.)

 

A partir do contexto histórico no qual esse documento foi produzido, é incorreto afirmar que os revoltosos

  • a) criticavam o sistema de impostos do governo regencial e exigiam a adoção de medidas protecionistas do charque sulino.
  • b) explicavam a rebelião como legítima defesa da liberdade sulista e requeriam maior autonomia provincial.
  • c) denunciavam o descaso com as reivindicações locais e destacavam a importância fronteiriça da região.
  • d) defendiam a ampliação da cidadania política e contestavam os privilégios dos latifundiários e pecuaristas.