ROMA

CAIU NO ENEM!

CAIU NO VESTIBULAR!

2016

A (FGV 2016)  “Não descreverei catástrofes pessoais de alguns dias infelizes, mas a destruição de toda a humanidade, pois é com horror que meu espírito segue o quadro das ruínas da nossa época. Há vinte e poucos anos que, entre Constantinopla e os Alpes Julianos, o sangue romano vem sendo diariamente vertido. A Cítia, Trácia, Macedônia, Tessália, Dardânia, Dácia, Épiro, Dalmácia, Panônia são devastadas pelos godos, sármatas, quedos, alanos (…); deportam e pilham tudo.

Quantas senhoras, quantas virgens consagradas a Deus, quantos homens livres e nobres ficaram na mão dessas bestas! Os bispos são capturados, os padres assassinados, todo tipo de religioso perseguido; as igrejas são demolidas, os cavalos pastam junto aos antigos altares de Cristo (…).”

(São Jerônimo, Cartas apud Pedro Paulo Abreu Funari, Roma: vida pública e vida privada. 2000)

O excerto, de 396, remete a um contexto da história romana marcado pela

  • a) combinação da cultura romana com o cristianismo, além da desorganização do Estado Romano, em meio às invasões germânicas e de outros povos.
  • b) reorientação radical da economia, porque houve o abandono da relação com os mercados mediterrâneos e o início de contato com o norte da Europa.
  • c) expulsão dos povos invasores de origem não germânica, seguida da reintrodução dos organismos representativos da República Romana.
  • d) crescente restrição à atuação da Igreja nas regiões fronteiriças do Império, porque o governo romano acusava os cristãos de aliança com os invasores.
  • e) retomada do paganismo e o consequente retorno da perseguição aos cristãos, responsabilizados pela grave crise política do Império Romano.

 

C  (IFSP 2016)  Segundo o historiador Marvin Perry, a partir de 27 a.C. “a brilhante habilidade política de Otávio Augusto deu início à maior era romana. Nos duzentos anos seguintes o mundo mediterrâneo desfrutou as bênçãos da”:

(PERRY, Marvin. Civilização Ocidental. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p. 104).

  • a) ação política do Triunvirato que elegeu três governantes para o Império.
  • b) riqueza do Império Romano viabilizada por meio de guerras e conquistas.
  • c) Pax Romana que gerou um longo período de paz.
  • d) reforma agrária promovida pelos irmãos Tibério e Caio Graco.
  • e) aprovação do Édito de Milão que colocou fim as perseguições aos cristãos.

 

D  (ESPM 2016)  A República Romana, a princípio, per­mitia direitos políticos apenas aos patrícios – a aristocracia de nascimento formada pelos grandes proprietários de terras e escravos.

Os séculos iniciais da República foram um período de acirradas lutas de classes em que as revoltas da plebe permitiram aos plebeus a obtenção de alguns direitos:

(J.P. Balsdon. O Mundo Romano)

Nesse contexto, assinale a alternativa que apresente o que determinava a Lei Canuleia:

  • a) a criação do Tribunato da Plebe;
  • b) o direito dos plebeus ocuparem o Consu­lado;
  • c) o fim da escravidão por dívidas;
  • d) o casamento misto, isto é, entre patrícios e plebeus;
  • e) a igualdade religiosa, ou seja, o acesso dos plebeus aos colégios sacerdotais.

 

(UEMA 2016) O Império Romano (27 a.C – 476 d.C), instaurado após a República, correspondeu ao momento de maior esplendor da Civilização Romana, refletido, por exemplo, nas grandiosas obras urbanísticas, no apogeu da produção cultural e na prosperidade econômica.

Com base nas informações presentes na charge, identifique uma característica do Império Romano do Ocidente. A seguir, explique-a historicamente.

RESPOSTA: Com a expansão romana ocorrida ainda dentro do período republicano, 509-27 a.C., ocorreram inúmeras transformações dentro de Roma. As regiões conquistadas passaram a pagar diversos tributos para a capital administrativa, novos produtos passaram a fazer parte do cotidiano da elite romana. Porém, aumentou a escravidão, a desigualdade social, surgiram novos problemas que levaram à crise a ao fim da república romana em 27 a.C.. O Império Romano começou em 27 a.C. e terminou em 476 d.C. com a queda de Roma. No plano político, havia no Império Romano uma centralização do poder nas mãos do imperador, o césar era um Augusto, ou seja, cultuado como um deus. No plano social, os indivíduos dividiam-se em cidadãos e províncias. Os cidadãos eram hierarquizados conforme a fortuna. No plano militar, havia um grande exército que foi dividido em 25 legiões.  

 

E (FUVEST 2016)  Os impérios do mundo antigo tinham ampla abrangência territorial e estruturas politicamente complexas, o que implicava custos crescentes de administração. No caso do Império Romano da Antiguidade, são exemplos desses custos:

  • a) as expropriações de terras dos patrícios e a geração de empregos para os plebeus.
  • b) os investimentos na melhoria dos serviços de assistência e da previdência social.
  • c) as reduções de impostos, que tinham a finalidade de evitar revoltas provinciais e rebeliões populares.
  • d) os gastos cotidianos das famílias pobres com alimentação, moradia, educação e saúde.
  • e) as despesas militares, a realização de obras públicas e a manutenção de estradas.

 

(UEM 2016) Sobre a história romana, na Antiguidade Clássica, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

  • 01) Os escravos romanos eram, normalmente, oriundos das populações derrotadas em guerras, considerados instrumentos de trabalho e sem direito político. A escravidão foi adquirindo importância com a expansão territorial do período republicano.
  • 02) Segundo a obra Eneida, do poeta Virgílio, Roma teria sido fundada pelos filhos de Eneias, príncipe troiano, que fugiu de sua cidade, destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com a filha de um rei latino.
  • 04) Diferentemente dos gregos, que eram politeístas, o monoteísmo religioso dos romanos, que se originou no período monárquico, facilitou a ampla disseminação do cristianismo.
  • 08) Com o final da Monarquia, a Oligarquia Patrícia consolidou sua hegemonia por meio do Senado, principal órgão da República.
  • 16) Durante as lutas civis, no século II a.C., Tibério Graco denunciou o empobrecimento dos pequenos camponeses, afirmando que os homens que combatiam e morriam por Roma, embora fossem chamados de senhores do mundo, não tinham “um único torrão de terra que fosse seu”.

RESPOSTA: 01 + 02 + 08 + 16 = 27.

 

D (IFSP 2016)  Para a historiadora Corassin, “a antiguidade clássica conheceu inúmeras cidades-Estados, mas Roma se destaca entre elas: conquistou o mundo […]. O mundo romano se apresentava extremamente complexo e variado, interligado por uma rede de estradas, com uma moeda comum aceita em toda área mediterrânica. Embora fosse formado por um mosaico de culturas, criou o inconfundível “estilo de vida romano” […]”.

(CORASSIN, Maria Luiza. Sociedade e política na Roma antiga. São Paulo: Atual Editora, 2001, p. 07 e 08).

Com relação ao antigo Império Romano citado pela autora e a forma de governo que os romanos praticaram ao longo de sua história política, é correto o que se afirma em:

  1. Realeza ou monarquia.
  2. República.
  3. III. Triunvirato e Império.
  4. Império.
  5. Ditadura e teocracia.
  6. Triunvirato.
  • a) Somente II e III são corretas.
  • b) Somente I e V são corretas.
  • c) Somente I e IV são corretas.
  • d) Somente I, II e IV são corretas.
  • e) Somente II, V e VI são corretas.

 

C (IFCE 2016)  “Consideremos o significado da palavra república. Ela vem do latim res publica, que quer dizer ‘coisa de todos’. Denomina, portanto, uma forma de governo em que o Estado e o poder pertencem ao povo.

No entanto, o que se observou na fase inicial da república romana foi a instalação de uma organização política dominada apenas pelos patrícios. Não houve a distribuição do poder entre todos, pois a maioria da população, os plebeus, não tinha, inicialmente, o direito de participar das decisões políticas. Isso gerou grandes conflitos.”

(COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e geral. Vol.1, 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 124).

Por conta da situação acima mencionada, os plebeus iniciaram uma longa luta em busca dos seus direitos, sobre a qual é incorreto afirmar-se que

  • a) a “Lei das XII Tábuas”, ainda que favorecesse os patrícios, serviu para dar clareza às normas e aos costumes.
  • b) a “Lei Canuleia” autorizava o casamento entre patrícios e plebeus.
  • c) o “Comício da Plebe” deu aos patrícios o direito de decidirem pelos plebeus assuntos relativos aos interesses de ambos.
  • d) a “Eleição de Magistrados” deu aos plebeus a condição de ascenderem, aos poucos, aos principais cargos públicos.
  • e) a proibição da escravização por dívidas fez com que nenhum romano fosse mais escravizado por conta de dívidas existentes.

 

C (UFJF-PISM 1 2016)  Esse é um fragmento de uma obra produzida no século I a.C.

“Os romanos apossavam-se de escravos através de procedimentos extremamente legítimos: ou compravam do Estado aqueles que fossem vendidos “debaixo de lança” como parte do botim; ou um general poderia permitir àqueles que fizessem prisioneiros de guerra conservá-los, juntamente com o resto do produto do saque”.

Dionísio de Halicarnasso. História Antiga dos Romanos, IV, 24. – Citado em CARDOSO, C. Trabalho compulsório na Antiguidade. Rio de Janeiro: Graal, 2003. p. 141.

Em relação à escravidão na Roma antiga, assinale a alternativa CORRETA:

  • a) Os escravos possuíam entre si uma forte identidade étnica e cultural, pois apresentavam uma origem territorial africana única.
  • b) O número de escravos diminuiu fortemente com o processo expansionista, pois havia a prática de libertá-los em massa para que se tornassem soldados.
  • c) A utilização da mão de obra escrava dos derrotados de guerra foi ampliada com o término da prática de escravizar indivíduos livres por dívidas.
  • d) Revoltas de escravos durante a crise republicana, como a liderada por Espártaco, se caracterizaram por serem movimentos urbanos limitados à cidade de Roma.
  • e) A escravidão foi abolida em definitivo pelo Édito Máximo do imperador Otávio Augusto no contexto em que o Cristianismo tornou-se a religião oficial.

 

E (PUCCAMP 2016)  Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia, da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência ou pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto de vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e deviam servir de inspiração moral à elite brasileira. (…) Já o africano escravizado demorou para aparecer como protagonista na literatura romântica. Na segunda metade do século XIX, Castro Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram em obras suas o tema da escravidão.

(Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana. História para o ensino médio.São Paulo: Atual Editora, 2013, p. 436-37)

A escravidão, com características diferenciadas, também existiu na Roma Antiga, onde, a partir do século IV a.C., houve a

  • a) repulsa dos cidadãos romanos a escravos que não fossem de cor branca ou de regiões diferentes da Europa, uma vez que outras raças eram consideradas bárbaras e não confiáveis.
  • b) ocorrência de grandes revoltas bem sucedidas, integradas por escravos fugidos e ex-escravos, a exemplo da liderada pelo gladiador Espártaco.
  • c) concentração de escravos nas colônias, uma vez que na capital, após a instituição do Direito Romano, passaram a vigorar restrições a essa prática.
  • d) intensificação dos casos em que um plebeu se tornava escravo pelo não pagamento de suas dívidas e impostos, apesar deste segmento social possuir alguns direitos políticos.
  • e) presença crescente de escravos provenientes do aprisionamento em guerras de conquista, em virtude da expansão territorial.

 

D (PUCCAMP 2016)  Finalmente, a bandeira. Tiradentes propôs que fosse adotado o triângulo representando a Santíssima Trindade, com alusão às cinco chagas de Cristo crucificado, presente nas armas portuguesas. Já Alvarenga propôs a imagem de um índio quebrando os grilhões do colonialismo, com a inscrição “Libertas quae sera tamen” (Liberdade, ainda que tardia), do poeta latino Virgílio, e que foi adotada e consagrada.

(MOTA, Carlos Guilherme e LOPEZ, Adriana. História do Brasil: uma interpretação. São Paulo, Ed. 34, 2015, 4. ed. p. 261)

 O texto, ao se referir ao poeta Virgílio, nos remete a um período da história da Roma Antiga: o Império Romano. Durante esse período, foram características do Estado romano:

  • a) recuperação de antigas práticas do período anterior, como a escravidão em grande escala, e o imperialismo econômico romano.
  • b) introdução de novos ideais baseados na economia de mercado, na condenação da guerra e na valorização da democracia romana.
  • c) transformação da estrutura administrativa nas cidades, fragmentação dos latifúndios e penetração dos bárbaros no Império.
  • d) centralização político-administrativa nas mãos do imperador, utilização da política do “pão e circo” e adoção da Pax Romana.
  • e) participação de todos os cidadãos romanos nas instituições políticas, uma educação humanista e conquista do Mediterrâneo.

 

B (Puccamp 2016) História da pintura, história do mundo

 O homem nunca se contentou em apenas ocupar os espaços do mundo; sentiu logo a necessidade de representá-los, reproduzi-los em imagens, formas, cores, desenhá-los e pintá-los na parede de uma caverna, nos muros, numa peça de pano, de papel, numa tela de monitor. Acompanhar a história da pintura é acompanhar um pouco a história da humanidade. É, ainda, descortinar o espaço íntimo, o espaço da imaginação, onde podemos criar as formas que mais nos interessam, nem sempre disponíveis no mundo natural. Um guia notável para aprender a ler o mundo por meio das formas com que os artistas o conceberam é o livro História da Pintura, de uma arguta irmã religiosa, da ordem de Notre Dame, chamada Wendy Beckett. Ensina-nos a ver em profundidade tudo o que os pintores criaram, e a reconhecer personagens, objetos, fatos e ideias do período que testemunharam.

A autora começa pela Pré-História, pela caverna subterrânea de Altamira, em cujas paredes, entre 15000 e 12000 a.C., toscos pincéis de caniços ou cerdas e pó de ocre e carvão deixaram imagens de bisões e outros animais. E dá um salto para o antigo Egito, para artistas que já obedeciam à chamada “regra de proporção”, pela qual se garantia que as figuras retratadas − como caçadores de aves e mulheres lamentosas no funeral de um faraó − se enquadrassem numa perfeita escala de medidas. Já na Grécia, a pintura de vasos costuma ter uma função narrativa: em alguns notam-se cenas da Ilíada e da Odisseia. A maior preocupação dos artistas helenísticos era a fidelidade com que procuravam representar o mundo real, sobretudo em seus lances mais dramáticos, como os das batalhas.

A arte cristã primitiva e medieval teve altos momentos, desde os consagrados à figuração religiosa nas paredes dos templos, como as imagens da Virgem e do Menino, até as ilustrações de exemplares do Evangelho, as chamadas “iluminuras” artesanais. Na altura do século XII, o estilo gótico se impôs, tanto na arquitetura como na pintura. Nesta, o fascínio dos artistas estava em criar efeitos de perspectiva e a ilusão de espaços que parecem reais. Mas é na Renascença, sobretudo na italiana, que a pintura atinge certa emancipação artística, graças a obras de gênios como Leonardo, Michelangelo, Rafael. É o império da “perspectiva”, considerada por muitos artistas como mais importante do que a própria luz. Para além das representações de caráter religioso, as paisagens rurais e retratos de pessoas, sobretudo das diferentes aristocracias, apresentam-se num auge de realismo.

Em passos assim instrutivos, o livro da irmã Wendy vai nos conduzindo por um roteiro histórico da arte da pintura e dos sucessivos feitos humanos. Desde um jogo de boliche numa estalagem até figuras femininas em atividades domésticas, de um ateliê de ourives até um campo de batalha, 1tudo vai se oferecendo a novas técnicas, como a da “câmara escura”, explorada pelo holandês Vermeer, pela qual se obtinha melhor controle da luminosidade adequada e do ângulo de visão. Entram em cena as novas criações da tecnologia humana: os navios a vapor, os trens, as máquinas e as indústrias podem estar no centro das telas, falando do progresso. Nem faltam, obviamente, os motivos violentos da história: a Revolução Francesa, a sanguinária invasão napoleônica da Espanha (num quadro inesquecível de Goya), escaramuças entre árabes. Em contraste, paisagens bucólicas e jardins harmoniosos desfilam ainda pelo desejo de realismo e fidedignidade na representação da natureza.

2Mas sobrevém uma crise do 3realismo, da 4submissão da pintura às formas dadas do mundo natural. Artistas como Manet, Degas, Monet e Renoir aplicam-se a um novo modo de ver, pelo qual a imagem externa se submete à visão íntima do artista, que a tudo projeta agora de modo sugestivo, numa luz mais ou menos difusa, apanhando uma realidade moldada mais pela impressão da imaginação criativa do que pelas formas nítidas naturais. No Impressionismo, 5uma catedral pode ser pouco mais que 6uma grande massa luminosa, 7cujas formas arquitetônicas mais se 8adivinham do que se traçam. Associada à Belle Époque, a arte do final do século XIX e início do XX guardará ainda certa inocência da vida provinciana, no campo, ou na vida mundana dos cafés, na cidade.

Desfazendo-se quase que inteiramente dos traços dos impressionistas, artistas como Van Gogh e Cézanne, explorando novas liberdades, fazem a arte ganhar novas técnicas e aproximar-se da abstração. A dimensão psicológica do artista transparece em seus quadros: o quarto modestíssimo de Van Gogh sugere um cotidiano angustiado, seus campos de trigo parecem um dourado a saltar da tela. A Primeira Grande Guerra eliminará compreensões mais inocentes do mundo, e o século XX em marcha acentuará as cores dramáticas, convulsionadas, as formas quase irreconhecíveis de uma realidade fraturada. O cubismo, o expressionismo e o abstracionismo (Picasso, Kandinsky e outros) interferem radicalmente na visão “natural” do mundo. 9Por outro lado, 10menos libertário, 11doutrinas totalitaristas, como a stalinista e a nazifascista, pretenderão que os artistas se submetam às suas ideologias. Já Mondrian fará escola com a geometria das formas, Salvador Dalí expandirá o surrealismo dos sonhos, e muitas tendências contemporâneas passam a sofrer certa orientação do mercado da arte, agora especulada como mercadoria.

Em suma, a história da pintura nos 12ensina a entender o que podemos ver do mundo e de nós mesmos. As peças de um museu parecem estar ali 13paralisadas, 14mas basta um pouco da nossa atenção a cada uma delas para que a vida ali contida se manifeste. Com a arte da pintura aprenderam as artes e técnicas visuais do nosso tempo: a fotografia, o cinema, a televisão devem muito ao que o homem aprendeu pela força do olhar. Novos recursos ampliam ou restringem nosso campo de visão: atualmente muitos andam de cabeça baixa, apontando os olhos para a pequena tela de um celular. Ironicamente, alguém pode baixar nessa telinha “A criação do homem”, que Michelangelo produziu para eternizar a beleza do forro da Capela Sistina.

(BATISTA, Domenico, inédito)

 

Observe a figura abaixo e leia o texto.

O relevo remete a um trecho da Ilíada, de Homero, e mostra, com acentuado vigor dramático, o transporte do corpo do herói Heitor, amparado pelo pai, Príamo, rei de Troia.

(In: DIVALTE G. Figueira. História. São Paulo: Ática, 2003, p. 36)

 

Com base na figura e no texto, pode-se afirmar que a obra

  • a) demonstra o caráter guerreiro e sacerdotal da sociedade grega, formada por uma elite política que governava com tirania.
  • b) revela a grande influência que a cultura grega teve na península Itálica, antes mesmo da conquista da Grécia pelos romanos.
  • c) destaca a importância da cultura helenística, resultante da fusão da cultura greco-romana com as culturas do Oriente Médio.
  • d) apresenta traços específicos que decorreram do distanciamento da civilização grega ante as demais culturas do Oriente próximo.
  • e) retrata uma cena da guerra entre gregos e persas conhecida como Guerras Médicas que pretendia anexar a Grécia ao seu Império.

 

2015  

(UEPG 2015) Os historiadores compreendem a Antiguidade Clássica como o período que vai do surgimento da poesia grega de Homero (século VIII a.C.) até a queda do Império Romano (século V d.C.). A respeito desse período histórico, assinale o que for correto.

  • 01) Os genos eram unidades sociais que possuíam líderes, leis e cultos religiosos próprios. A unificação de genos acabou dando origem a polis (ou cidades Estado) grega.
  • 02) O ostracismo foi implantado em Atenas com o objetivo de evitar que governos autoritários tomassem o poder na cidade. Qualquer cidadão poderia ser condenado ao exílio (ostracismo) por dez anos em nome da segurança da democracia ateniense.
  • 04) Sócrates, Platão, Pitágoras e Aristóteles estão entre os filósofos gregos da Antiguidade Clássica.
  • 08) Em Atenas, o poder era exercido pelos eupátridas (grandes proprietários de terras) e as mulheres tinham plenos poderes políticos. A vida pública e a participação nas decisões coletivas eram compreendidas como exemplos de virtude feminina pelos atenienses.
  • 16) Odisseia e Ilíada, poemas escritos por Homero, narram as lutas contra a tentativa romana de invadir e conquistar o território grego.

  RESPOSTA:  01 + 02 + 04 = 07.

 

A  (FATEC 2015)  Durante toda a História, os homens criaram tecnologias, inclusive para proteger o corpo, buscando atingir seus objetivos. Podemos ver um exemplo disso nas formações militares desenvolvidas pelos romanos, chamadas de “tartaruga” ou “testudo”. Nessas formações, a aproximação com o inimigo era facilitada por grandes escudos empunhados à frente e acima do corpo pelos soldados, como podemos ver na imagem apresentada.

Sobre o período da República Romana, em que foram desenvolvidas as formações militares citadas, é correto afirmar que ele foi caracterizado

  • a) pela expansão territorial, que levou ao domínio de territórios na Europa e no Mediterrâneo.
  • b) pelo governo dos grandes imperadores, que centralizavam o poder em todo o território romano.
  • c) pela predominância de Assembleias populares e democráticas, conduzidas por senadores e magistrados.
  • d) pelos conflitos entre plebeus e patrícios, visando à libertação dos escravos de origem africana.
  • e) pelos tratados de cooperação entre reis e senadores, para evitar guerras contra os bárbaros germânicos.

 

(UEPG 2015) Desde a República, Roma ampliou seu poder econômico por meio de um processo de expansão territorial e da montagem de um amplo sistema escravista. Contudo, as rebeliões escravas tiveram um forte impacto e contribuíram para minar o poderio romano. A respeito das rebeliões escravas em Roma, assinale o que for correto.

  • 01) Na Ásia Menor, região dominada pelos romanos, não ocorreram revoltas ou rebeliões escravas. Isso se explica pela forte presença do discurso pacifista cristão naquele espaço.
  • 02) A revolta liderada por Spartacus foi uma das maiores registradas em Roma. Os exércitos rebeldes eram formados por escravos urbanos que desenvolviam funções comerciais e artesanais.
  • 04) As revoltas foram duramente combatidas pelo Estado romano, o que resultou na morte de um grande número de escravos. Apesar de representar a destruição de forças produtivas, as medidas repressivas eram consideradas essenciais pelas autoridades romanas como forma de incutir o medo e evitar novas revoltas.
  • 08) O fato das classes dominantes estarem solidamente instaladas no poder e sem registro de disputas internas, foi decisivo para que as revoltas escravas não se proliferassem pelo Império Romano.
  • 16) A ilha da Sicília, local que concentrava grande número de escravos, foi palco de inúmeras e sangrentas revoltas.

RESPOSTA:  04 + 16 = 20.

2012

A (IFSP 2012)  O Coliseu, construído entre os anos 70 e 82 d.C., tornou-se um dos grandes símbolos da Roma Antiga. Podia abrigar 45 mil espectadores. Ocorriam ali combates de gladiadores, execuções de criminosos por animais selvagens e encenação de batalhas históricas e mitológicas.

(Flavio Campos, A Escrita da História. São Paulo, Escala Educacional, 2009. Adaptado)

Para essa construção, foi preponderante o trabalho

  • a) de um enorme contingente de escravos, na sua maioria, prisioneiros de guerras.
  • b) livre e assalariado dos plebeus romanos.
  • c) dos patrícios romanos empobrecidos pelas conquistas.
  • d) dos milhares de vassalos dos suseranos romanos.
  • e) escravo da plebe romana empobrecida após o êxito das invasões bárbaras.

2011

D (UFPR 2011)  O cristianismo católico tornou-se religião oficial do Império Romano no ano de 380 d.C., data da edição do famoso édito de Tessalônica, outorgado pelo Imperador Teodósio. Desde a sua criação até este momento, a caminhada foi dura e difícil para os seguidores de Cristo. Exemplo disso foram as perseguições movidas por alguns imperadores romanos, eternizadas pelos relatos fantásticos e emotivos de vários escritores e historiadores cristãos.

Podemos apontar como principais causas dessas perseguições:

  • a) O ódio e a intolerância tanto das autoridades como da população pagã do mundo romano, que viam na figura de Cristo e na comunidade cristã uma ameaça ao poder do Imperador.
  • b) A constante penetração de elementos cristãos tanto nas filas do exército imperial romano como em cargos administrativos de elevada importância, que poderiam servir de “mau exemplo” tanto em termos políticos como ideológicos.
  • c) Aspectos de índole moral, na medida em que os cristãos eram acusados pelos pagãos de realizarem orgias e assassinatos de crianças em seus rituais.
  • d) A associação entre os cristãos e os inimigos bárbaros que punha em risco a estabilidade política e religiosa interna do mundo imperial romano.
  • e) A necessidade de oferecer à população de Roma “pão e circo”, com os cristãos sendo sacrificados na arena do Coliseu para minimizar a ameaça de revoltas populares contra as autoridades imperiais.

 

D (CPS 2011)  Os combates de gladiadores surgiram no sul da Itália, chegaram a Roma no meio século III a.C. e foram oficializados pelo Senado, em 105 a.C. Inicialmente realizados durante as cerimônias fúnebres, pouco a pouco eles foram perdendo seu caráter sagrado e se transformaram em manifestações laicas, no início da era cristã. Apesar de escravos, os gladiadores eram esportistas de alto nível, pois cabia aos promotores das lutas oferecerem um espetáculo de qualidade. Esses combates representavam, para os gladiadores, cair nas graças da multidão, fato que os levava à fama.

Para conquistar o reconhecimento do povo, cidadãos importantes, desde líderes locais até o próprio imperador, ofereciam esses espetáculos ao público.

O governo de Otávio Augusto (30 a.C.- 14 d.C.), visando aumentar a popularidade e diminuir as revoltas dos pobres da cidade de Roma, ampliou a “política do pão e circo”.

(Revista História Viva, ano V, nº 56. Adaptado)

 Sobre esse momento da história romana, é válido afirmar que

  • a) esses espetáculos públicos tinham um caráter puramente religioso e evitavam as revoltas sociais, pois os romanos temiam a ira de seus deuses.
  • b) a “política do pão e circo”, no fim da era cristã, manteve o caráter sagrado dos combates de gladiadores, pois muitos desses participantes ofereciam sua vida ao deus cristão.
  • c) a política do “pão e circo”, ampliada por Otávio Augusto, pôs fim às desigualdades sociais entre patrícios e plebeus.
  • d) os combates entre gladiadores, promovidos nos estádios, serviam para diminuir a insatisfação popular contra os governantes.
  • e) as lutas de gladiadores surgiram no sul da Itália para pôr fim a revoltas sociais ocorridas no governo de Otávio Augusto, no século III a.C.

 

D (IFCE 2011)  Acerca das civilizações clássicas, considere as seguintes afirmativas.

  1. A civilização grega fixou-se, em princípio, no sul da península Balcânica, nas ilhas do mar Egeu e no litoral da Ásia Menor.
  2. Roma foi fundada, segundo a lenda, na região do Lácio, pelos irmãos gêmeos Rômulo e Remo.
  3. Ao conquistarem as cidades gregas, os romanos impuseram sobre elas sua própria cultura, eliminando, com isso, os valores filosóficos, racionais, artísticos e religiosos gregos.
  4. Gregos e romanos legaram para a posteridade importantes valores ligados, respectivamente, à participação política dos cidadãos e ao Direito.

Está correto o afirmado em

  • a) I, II e III, apenas.
  • b) II e III, apenas.
  • c) I, III e IV, apenas.
  • d) I, II e IV, apenas.
  • e) I, II, III e IV.

 

B (UFRGS 2011)  Durante a República Romana, a escravidão aumentou consideravelmente sua importância na sociedade e na economia, contribuindo para a crescente dependência da República Romana em relação à mão de obra escrava.

A dependência da mão de obra escrava na República Romana devia-se

  • a) à expansão das grandes propriedades e ao aniquilamento da pequena propriedade rural.
  • b) às guerras de conquista empreendidas por Roma, as quais contribuíram decisivamente para predomínio dessa relação de trabalho.
  • c) à inexistência de mão de obra livre e ao desinteresse da população pelos trabalhos
  • d) aos conflitos entre patrícios e plebeus na luta pela
  • e) à necessidade de ampliação da oferta de mão de obra para o desenvolvimento do artesanato.

 

2010

D (UFV 2010)  Assinale a alternativa em que NÃO aparece representada uma das características do Império Romano durante a Antiguidade Clássica:

  • a) Pax Romana.
  • b) Surgimento do Colonato.
  • c) Difusão e triunfo do cristianismo.
  • d) Apogeu do Triunvirato.

 

B (MACKENZIE 2010)  A crise do Império Romano ganhou visibilidade a partir do século III. Assinale a alternativa correta a respeito dos aspectos característicos dessa crise.

  • a) O excedente de mão de obra escrava, que pesava sobre os custos de produção, não era acompanhado pelo aumento da produtividade.
  • b) O elevado custo de manutenção da máquina burocrática e do exército, que asfixiava as finanças do Império.
  • c) O enfraquecimento do Cristianismo, diante da incompatibilidade entre as suas ideias e as necessidades do povo romano.
  • d) O choque entre patrícios e plebeus, estes últimos exigindo cidadania e representação política.
  • e) A ocorrência das Guerras Púnicas, que fragilizaram as fronteiras e permitiram invasões bárbaras e exauriram os cofres públicos.

(UEPG 2010) Na antiguidade, na Grécia e na Península Itálica, as respectivas sociedades organizavam-se, basicamente, em homens livres (grandes proprietários e pequenos produtores) e escravos. Tanto na Grécia como em Roma a necessidade de manter os escravos em submissão, de ampliar o território e protegê-lo contra os inimigos externos, enfim, a necessidade de legitimar a divisão da sociedade em classes, geraram graves problemas sociais. A respeito desse tema, assinale o que for correto.

  • 01) Durante o período imperial romano, o sistema econômico assentou-se sobre o trabalho livre, realizado em pequenas propriedades familiares, o que possibilitou a diluição dos conflitos sociais.
  • 02) Em Roma, a Realeza, a República e o Império assistiram à luta entre patrícios e plebeus, ricos e pobres, em episódios marcados por graves conflitos.
  • 04) Roma procurou dar o caráter de Império ao seu domínio sobre o mundo da época: em diversas regiões conquistadas na Itália concedeu o direito de cidadania a uma parcela significativa da mesma. Após o século III a.C., com a expansão pelo Mediterrâneo, parte das elites vencidas foi igualmente aquinhoada com esse direito.
  • 08) Tanto na Grécia como em Roma, a expansão escravista desacelerou o surto do comércio, comprometendo as atividades de comerciantes, usurários e artesãos.
  • 16) Na Grécia, as lutas sociais entre a aristocracia territorial e os setores populares tornaram-se intensas desde o século VII a.C. Politicamente elas se refletiam na revolta das massas populares contra governos que não atendiam suas expectativas: Oligarquia, Plutocracia, Tirania, Democracia, foram formas que, de um modo ou de outro, garantiam os privilégios de poucos.

RESPOSTA: 02 + 04 + 16 = 22

 

(UNICAMP 2010) Os impérios desenvolveram diferentes estratégias de inclusão. O império romano permitia a multiplicidade de crenças, desde que a lealdade política estivesse assegurada. Espanha e Portugal, entretanto, apesar de terem incorporado povos de línguas e culturas diversas sob seus governos, impuseram uma uniformidade legal e religiosa, praticando políticas de intolerância religiosa como caminho preferencial para assegurar a submissão e a lealdade de seus súditos.

(Adaptado de Stuart B. Schwartz, Impérios intolerantes: unidade religiosa e perigo da tolerância nos impérios ibéricos da época moderna, em R. Vainfas & Rodrigo B. Monteiro (orgs.), Império de várias faces. São Paulo: Alameda, 2009, p. 26.)

  • a) A partir do texto, diferencie o império Romano dos impérios ibéricos modernos.
  • b) Quais as políticas praticadas pelas monarquias ibéricas na Era Moderna que caracterizam a intolerância religiosa?

RESPOSTA:  a) Desde a origem de Roma, os romanos já cultuavam vários deuses e ao longo dos séculos, assimilaram diversas influências religiosas. A expansão territorial e o advento do Império levaram à incorporação de cultos orientais, além daqueles de origem helenística. O cristianismo sofreu perseguições, pois os cristãos negavam o caráter divino do imperador. Quanto aos impérios ibéricos, durante sua formação, Portugal e Espanha eram leais à Igreja Católica e empenhavam-se no propósito cruzadista de expansão da fé católica impondo a religião aos povos de seus domínios.

b) Nas áreas conquistadas e colonizadas pelos países ibéricos, o catolicismo foi imposto aos nativos por meio da catequese realizada por missionários, sobretudo os jesuítas. Também foram significativas a atuação da Inquisição como instrumento de combate às eventuais práticas consideradas heréticas e prática dos espanhóis de construírem igrejas sobre as ruínas de templos das civilizações pré-colombianas.

 

E (FUVEST 2010) Cesarismo/cesarista são termos utilizados para caracterizar governantes atuais que, à maneira de Júlio César (de onde o nome), na antiga Roma, exercem um poder

  • a) teocrático.
  • b) democrático.
  • c) aristocrático.
  • d) burocrático.
  • e) autocrático.

 

2009

C (PUC PR 2009) O pão faz parte da alimentação básica de vários povos ao longo da história. Os habitantes da Roma Antiga comiam, sobretudo, pão feito de trigo. Preocupado com as populações mais pobres de Roma, o legislador Caio Graco conseguiu a aprovação de uma lei que venderia o trigo mais barato para o povo pobre das regiões urbanas.

Essa lei ficou conhecida como:

  • a) Lei Canuleia.
  • b) Lei Agrária.
  • c) Lei Frumentária.
  • d) Lei do Colonato.
  • e) Lei Calpúrnia.

 

B (UNIFESP 2009) (…) não era a falta de mecanização [na Grécia e em Roma] que tornava indispensável o recurso à escravidão; ocorrera exatamente o contrário: a presença maciça da escravidão determinou a “estagnação tecnológica” greco-romana.

(Aldo Schiavone. “Uma história rompida: Roma antiga e ocidente moderno”. São Paulo: Edusp, 2005.)

 

A escravidão na Grécia e na Roma antigas:

  • a) Baseava-se em características raciais dos trabalhadores.
  • b) Expandia-se nos períodos de conquistas e domínio de outros povos.
  • c) Dependia da tolerância e da passividade dos escravos.
  • d) Foi abolida nas cidades democráticas.
  • e) Restringia-se às atividades domésticas e urbanas.

 

B (FATEC 2009) As civilizações da antiguidade clássica – Grécia e Roma – desenvolveram uma estrutura socioeconômica alicerçada no escravismo. Sobre essa temática, pode-se afirmar que:

  1. a escravidão foi indispensável para a manutenção do ideal democrático em Atenas, uma vez que os cidadãos ficavam desincumbidos dos trabalhos manuais e das tarefas ligadas à sobrevivência.
  2. a escravidão foi abolida em Atenas quando Péricles estabeleceu o direito político a todos os cidadãos, reconhecendo, dessa forma, a igualdade jurídica e social da população da Grécia.
  3. os escravos romanos, por terem pequenas propriedades e direitos políticos, conviveram pacificamente com os cidadãos romanos, como forma de evitar conflitos e a perda de direitos.
  4. os escravos romanos, que se multiplicavam com o expansionismo de Roma, estavam submetidos à autoridade de seu senhor, e sua condição obedecia mais ao direito privado do que ao direito público.

É correto apenas o que se apresenta em:

  • a) I e II.
  • b) I e IV.
  • c) II e III.
  • d) II e IV.
  • e) III e IV.

 

2008

 

C (UFPI 2008) Sobre a queda do Império Romano do Ocidente no ano de 476 d.C. podemos afirmar que:

  • a) Ocorreu, após os conflitos entre Roma e os cartagineses, o que enfraqueceu as bases econômicas do Império.
  • b) Teve, no fortalecimento do cristianismo, a única motivação explícita.
  • c) Foi provocada pela conjugação de uma série de fatores, destacando-se a ascensão do cristianismo, as invasões bárbaras, a anarquia nas organizações militares e a crise do sistema escravista.
  • d) Teve, na superioridade dos povos bárbaros, a única explicação possível.
  • e) Teve, em Carlos Magno, Imperador dos francos, a principal liderança político-militar a comandar os povos bárbaros na queda de Roma.

 

(UEPG 2008) O escravismo antigo foi uma invenção do mundo greco-romano que forneceu a base última tanto das suas realizações como do seu eclipse. Sobre esse sistema, assinale o que for correto.

  • 01) Nas duas grandes épocas clássicas da Antiguidade, a Grécia dos séculos V e IV a.C. e Roma do século II a.C. ao II d.C., a escravatura foi massiva.
  • 02) A liberdade e a escravatura helênicas eram indivisíveis: cada uma delas era condição estrutural da outra.
  • 04) As cidades-Estado gregas tornaram a escravatura pela primeira vez absoluta na forma e dominante na extensão, transformando- a de recurso subsidiário em modo de produção sistemático.
  • 08) Instituição solidamente enraizada nas sociedades antigas, não foi proposta sua abolição: mesmo nas grandes rebeliões de escravos, os revoltosos em geral almejavam a liberdade individual e não a supressão do sistema.
  • 16) A manumissão, concessão de liberdade ao escravo, foi uma prática generalizada na Roma escravista.

RESPOSTA: 1 + 2 + 4 + 8 = 15

 

(UEPG 2008) A luta entre patrícios e plebeus engendrou um lento processo institucional que proporcionou a Roma as condições necessárias para conquistar a Itália e o Mediterrâneo. Sobre este processo, assinale o que for correto.

  • 01) Apenas uma das colônias gregas na península itálica, Talento, recusou a preponderância romana. Pirro comandou a resistência, mas suas vitórias não foram decisivas.
  • 02) As Guerras Púnicas, conflito entre Roma e Cartago, foram motivadas pela expansão dos persas no mundo mediterrâneo.
  • 04) A política expansionista de Roma apresentou inicialmente alguns objetivos básicos: a defesa frente a povos rivais e a obtenção de terras para agricultura e pastoreio, mas logo ela tornou-se uma fonte valiosa de riquezas, como metais preciosos e escravos.
  • 08) Após vencer Cartago, Roma instituiu a reforma agrária nas terras conquistadas.
  • 16) O fortalecimento do exército romano foi resultado de três fatores: o aumento da população romana, a expansão das conquistas e a experiência adquirida nas guerras.

RESPOSTA: 1 + 4 + 16 = 21

 

 

E (UEL 2008) Leia atentamente os textos:

“Arrio dizia ‘rúbrica’ em vez de rubrica / e por pudico ‘púdico’ dizia / e achava que falava tão incrivelmente / que se podia ‘púdico’ dizia. / Creio que assim a mãe, assim o tio liberto, / assim o avô materno e a avó falavam. / Foi à Hispânia e os ouvidos descansaram todos; / as palavras soavam leves, lindas / e tais palavras nunca mais ninguém temeu. / Súbito chega a hórrida notícia: / os iberos, depois que Arrio foi para lá, / Iberos já não eram, eram ‘Íberos’.”

            (Gaius Valerius Catullus. Poema 84 (Texto do século I a.C.). Tradução poética de João Ângelo Oliva Neto. In: FUNARI, P.P.A. “Antiguidade clássica: a história e a cultura a partir de documentos”. Campinas: Editora da Unicamp, 1995. p.1.)

            “Mais ou menos na mesma época, o Senado discutiu o comportamento ofensivo dos ex-escravos. Houve uma argumentação geral no sentido de que os proprietários tivessem o direito de retirar a liberdade de ex-escravos que não a merecessem. […] Nero duvidava sobre a decisão […]. Há ex-escravos por toda parte. A maioria dos eleitores está formada por ex-escravos, como também ocorre com os assistentes dos magistrados, os auxiliares dos sacerdotes, a patrulha noturna e os bombeiros; a maioria dos equestres e muitos dos senadores são descendentes de ex-escravos […]”.

            (Publius Cornelius Tacitus. Anais (XIII, 26-7) (texto do século I d.C.). In: CARDOSO, C. F. “Trabalho compulsório na Antiguidade”. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p.140-1.)

 

De acordo com os textos e com os conhecimentos sobre o tema é correto afirmar:

  • a) Iniciou-se neste período, de acordo com o édito de Nero, um processo de reformas no latim erudito, visando torná-lo mais acessível às classes populares em ascensão na sociedade romana, devido ao desenvolvimento comercial.
  • b) A ausência de transformações sociais em Roma fez com que o Senado desejasse retirar a liberdade de ex-escravos, pois estes, sendo tão numerosos, impediam o desenvolvimento comercial e fabril.
  • c) Embora os ex-escravos fossem motivo de chacota para muitos membros da elite romana, Nero deveria promover uma reforma política, ampliando os direitos econômicos das classes pobres que se agitavam em razão da escassez de gêneros alimentícios.
  • d) As transformações sociais expressas pela linguagem dos referidos autores demonstram que o latim perdeu a força unificadora do Império, dando lugar às línguas locais como o português, o espanhol, o italiano e o francês.
  • e) Processava-se uma ruptura na sociedade romana, pois os ex-escravos, motivo de zombaria das elites, com o passar do tempo tornaram-se numerosos, tendo ascendido até as mais elevadas categorias sociais.

 

 

E (UFPA 2008) Os costumes e leis romanas abriam possibilidades para que, em certos casos, o liberto se tornasse cidadão, ao contrário do que acontecia na Grécia pré-romana. Nesse sentido, é correto afirmar que na sociedade romana

  • a) os escravos teriam o direito de adquirir a alforria de modo incondicional, embora os seus descendentes libertos não gozassem desse privilégio por serem considerados cidadãos de segunda ordem.
  • b) o pecúlio era uma propriedade exclusiva do liberto e do escravo, de modo que este poderia concedê-lo a um filho, à esposa ou então a um outro escravo que não tivesse direito legal da propriedade.
  • c) as fontes históricas provam que a escravidão romana era a mais humanitária do mundo antigo, tanto que os libertos, sem exceção, exerciam altas funções políticas, podendo ocupar uma função religiosa.
  • d) a concentração de libertos era uma das mais altas, o que evitou diversas formas de resistência servil e de revoltas escravas, como a de Spartacus, que abalou a democracia ateniense.
  • e) Embora o liberto não pudesse, em princípio, aspirar a cargos oficiais e ingressar em ordens privilegiadas, como as senatorial e equestre, os seus descendentes poderiam ter essa prerrogativa.

 

B (FGV 2008) Leia as afirmativas sobre a República Romana (509-27 a.C.).

  1. Nos primeiros tempos da República, a sociedade era composta por apenas dois setores: os patrícios e os escravos.
  2. Os escravos, pouco numerosos no início da República, cresceram numericamente com as guerras de conquista.
  3. Entre as funções públicas em Roma, havia os cônsules, os pretores e os tribunos da plebe.
  4. Em 494 a.C., plebeus rebelados se retiram para o Monte Sagrado, ameaçando fundar outra cidade se não tivessem, entre outras reivindicações, o direito de eleger seus próprios magistrados.
  5. Com o expansionismo romano e as suas conquistas territoriais, houve um grupo especialmente beneficiado: os plebeus, que passaram a vender trigo para os povos dominados.

São corretas as afirmativas

  • a) I, II e III, apenas.
  • b) II, III e IV, apenas.
  • c) II, III, IV e V, apenas.
  • d) III, IV e V, apenas.
  • e) I, II, III, IV, V.

 

B (FATEC 2008) “A principal diferença entre as pessoas, quanto ao direito, é esta: todos os homens são ou livres ou escravos. Os homens livres subdividem-se, por sua vez, em nascidos livres e libertos ou forros. São nascidos livres os que assim nasceram; são libertos os que foram alforriados. Os libertos são de três tipos: cidadãos romanos, cidadãos latinos ou não-cidadãos.”

            (FUNARI, Pedro Paulo Abreu. “Roma. Vida pública e vida privada”. São Paulo: editora Atual, 1993. p. 29.)

O documento acima retirado do Institutas, cap. I, versículos 9-17, demonstra a existência em Roma de uma:

  • a) sociedade dividida por classes, onde a diferenciação era feita pelo acúmulo de riquezas dessa ou daquela classe.
  • b) divisão bastante clara dos homens, mas ao mesmo tempo, deixa evidente que havia possibilidade de mobilidade, mudança de um grupo para outro.
  • c) sociedade igualitária, onde todos eram cidadãos romanos com direitos e deveres muito claros.
  • d) divisão entre homens livres e não livres que se mantinha por toda a vida, uma vez que era proibida a mobilidade entre os grupos.
  • e) sociedade capitalista em que o crescimento pela força do trabalho definia o lugar de cada indivíduo dentro da sociedade.

 

 

E (UEL 2008) “Os animais da Itália possuem cada um sua toca, seu abrigo, seu refúgio. No entanto, os homens que combatem e morrem pela Itália estão à mercê do ar e da luz e nada mais: sem lar, sem casa, erram com suas mulheres e crianças. Os generais mentem aos soldados quando, na hora do combate, os exortam a defender contra o inimigo suas tumbas e seus lugares de culto, pois nenhum destes romanos possui nem altar de família, nem sepultura de ancestral. É para o luxo e enriquecimento de outrem que combatem e morrem tais pretensos senhores do mundo, que não possuem sequer um torrão de terra.

(Plutarco, Tibério Graco, IX, 4. In: PINSKY, J. “100 Textos de História Antiga”. São Paulo: Contexto, 1991. p. 20.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, pode-se afirmar que a Lei da Reforma Agrária na Roma Antiga

  • a) proposta pelos irmãos Graco, Tibério e Caio, era uma tentativa de ganhar apoio popular para uma nova eleição de Tribunos da Plebe, pois pretendiam reeleger-se para aqueles cargos.
  • b) proposta por Tibério Graco, tinha como verdadeiro objetivo beneficiar os patrícios, ocupantes das terras públicas que haviam sido conquistadas com a expansão do Império.
  • c) tinha o objetivo de criar uma guerra civil, visto que seria a única forma de colocar os plebeus numa situação de igualdade com os patrícios, grandes latifundiários.
  • d) era vista pelos generais do exército romano como uma possibilidade de enriquecer, apropriando-se das terras conquistadas e, por isto, tinham um acordo .rmado com Tibério.
  • e) foi proposta pelos irmãos Graco, que viam na distribuição de terras uma forma de superar a crise provocada pelas conquistas do período republicano, satisfazendo as necessidades de uma plebe numerosa e empobrecida.

 

C (PUC RS 2008) A Lei das Doze Tábuas, código de normas escritas fundamental na história de Roma, teve sua criação condicionada pelo contexto sociopolítico:

  • a) das revoltas dos escravos, no período monárquico.
  • b) da vitória jurídica da Aristocracia contra a Realeza.
  • c) das lutas entre Patrícios e Plebeus, durante a República.
  • d) das invasões dos povos bárbaros, no princípio do Alto Império.
  • e) da institucionalização do colonato, devido à crise do sistema escravista.

 

 

D (UNIFESP 2008) Podemos dizer que antes as coisas do Mediterrâneo eram dispersas… mas como resultado das conquistas romanas é como se a história passasse a ter uma unidade orgânica, pois, as coisas da Itália e da África passaram a ser entretecidas com as coisas da Ásia e da Grécia e o resultado disso tudo aponta para um único fim.

            (Políbio, História, I.3.)

 

No texto, a conquista romana de todo o Mediterrâneo é

  • a) criticada, por impor aos povos uma única história, a ditada pelos vencedores.
  • b) desqualificada, por suprimir as independências políticas regionais.
  • c) defendida, por estabelecer uma única cultura, a do poder imperial.
  • d) exaltada, por integrar as histórias particulares em uma única história geral.
  • e) lamentada, por sufocar a autonomia e identidade das culturas.