SEGUNDO REINADO

CAIU NO VESTIBULAR!

2014

A (UERJ 2014) A restituição da passagem

As famílias chegadas a Santos com passagens de 3ª classe, tendo pelo menos 3 pessoas de 12 a 45 anos, sendo agricultores e destinando-se à lavoura do estado de São Paulo, como colonos nas fazendas ou estabelecendo-se por conta própria em terras adquiridas ou arrendadas de particulares ou do governo, fora dos subúrbios da cidade, podem obter a restituição da quantia que tiverem pago por suas passagens.

Adaptado de O immigrante, nº 1, janeiro de 1908

A publicação da revista O immigrante fazia parte das ações do governo de São Paulo que tinham como objetivo estimular, no final do século XIX e início do XX, a ida de imigrantes para o estado. Para isso, ofereciam-se inclusive subsídios, como indica o texto.

Essa diretriz paulista era parte integrante da política nacional da época que visava à garantia da:

  • a) oferta de mão de obra para a cafeicultura
  • b) ampliação dos núcleos urbanos no interior
  • c) continuidade do processo de reforma agrária
  • d) expansão dos limites territoriais da federação

 

D (UERJ 2013) O romance Iracema, de José de Alencar, publicado em 1865, influenciou artistas, como José Maria de Medeiros, que nele encontraram inspiração para representar imagens do Brasil e do povo brasileiro no período imperial (1822-1889).

Na construção da identidade nacional durante o Império do Brasil, identifica-se a valorização dos seguintes aspectos:

  • a) clima ameno / índole guerreira dos ameríndios
  • b) grandeza territorial / integração racial das etnias
  • c) extensão litorânea / sincretismo religioso do povo
  • d) natureza tropical / herança cultural dos grupos nativos

 

A (UERJ 2014) A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, reuniu uma multidão em frente ao Paço Imperial, no Rio de Janeiro.

Essa ideia de que as pessoas saíram correndo e comemorando, isso é lenda. Depois do 13 de maio, meu bisavô e a maioria dos escravos continuaram vivendo onde trabalhavam. Registros históricos mostram que alguns receberam um pedaço de terra para plantar. Mas poucos passaram a ganhar ordenado, e houve quem recebesse uma porcentagem do café que plantava e colhia − conta o historiador Robson Luís Machado Martins, que pesquisa a história de sua família, e a do Brasil, desde a década de 1990.

Adaptado de O Globo, 12/05/2013.

A fotografia e a reportagem registram aspectos particulares sobre os significados da abolição, os quais podem ser associados aos seguintes fatores do contexto da época:

  • a) crise monárquica − exclusão social
  • b) estagnação política − ruptura econômica
  • c) expansão republicana − reforma fundiária
  • d) transição democrática − discriminação profissional

 

2013 

D (UFRGS 2013) Sobre o trabalho escravo no Rio Grande do Sul do século XIX, considere as seguintes afirmações.

  1. Deixou de ser utilizado nas estâncias de criação de gado, pois a atividade pecuária tornou-se exclusiva de trabalhadores livres.
  2. Promoveu o desenvolvimento da produção de charque e incrementou o tráfico de escravos para o Rio Grande do Sul.
  3. Esteve presente também nos espaços urbanos, para execução de serviços domésticos.

Quais estão corretas?

  • a) Apenas I.
  • b) Apenas II.
  • c) Apenas I e
  • d) Apenas II e III.
  • e) I, II e III.

 

E (FATEC 2013) Observe atentamente o mapa que traz dados do primeiro Censo, realizado no Brasil em 1872. Leve em consideração que a delimitação das províncias imperiais corresponde aproximadamente à delimitação dos atuais estados da federação.

 

 

Baseando-se na proposta do IBGE a qual divide o Brasil em cinco regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste) e estabelecendo uma comparação entre elas, é correto afirmar que a porcentagem de escravos no Brasil, em 1872, era

  • a) menor na região Sul, pois as missões jesuíticas combatiam a escravidão africana.
  • b) menor na região Nordeste, pois naquela época a economia açucareira estava no auge.
  • c) menor na região Norte, devido à industrialização e urbanização precoces na região.
  • d) maior na região Centro-Oeste do que no litoral, devido à economia agropecuária.
  • e) maior na região Sudeste, graças ao crescimento da economia de exportação de café.

 

(UNICAMP 2013) Após a queda da monarquia, a República tentou ligar-se à memória da abolição. Seu principal argumento era a recusa do Exército em capturar os escravos fugidos. Reivindicava-se, assim, o reconhecimento dos republicanos militares como atores da abolição e redentores da pátria livre. Nas comemorações oficiais da abolição, o 13 de maio e o 15 de novembro eram apresentados como datas complementares de um mesmo processo de modernização do país, abrindo as portas do Brasil ao progresso e à civilização. De modo complementar, ligava-se o sistema monárquico à escravidão e ao atraso do país.

(Adaptado de Robert Daibert Jr., “Guerra de Versões”. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, jun. 2008. http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/guerra-de-versoes. Acessado em 30/09/2012.)

  • a) Explique por que o regime republicano associou a monarquia à escravidão.
  • b) Como a questão militar contribuiu para o fim do Império do Brasil?

 

A (ESPCEX 2013) “Os interesses na região platina levaram o Brasil a participar de três guerras: contra Oribe e Rosas (presidentes do Uruguai e da Argentina, respectivamente), contra Aguirre (do Uruguai) e a Guerra do Paraguai.

(COTRIM, 2009)

Sobre esse tema, leia as afirmações abaixo:

  1. Garantir o direito de navegação pelo rio da Prata, formado pela junção dos rios Paraná e Uruguai;
  2. Garantir a permanência de Solano Lopes na presidência do Paraguai;
  3. Manter o Uruguai como província;
  4. Impedir que a Argentina anexasse o Uruguai;
  5. Conquistar uma saída para o Oceano Pacífico.

Assinale a única alternativa que apresenta todas as afirmações corretas sobre os objetivos brasileiros nesses conflitos:

  • a) I e IV.
  • b) II, III e V.
  • c) II e III.
  • d) I, IV e V.
  • e) I e III.

 

A (UNESP 2013) […] até a década de 1870, apesar das pressões, os escravos continuavam a ser a mão de obra fundamental para a lavoura brasileira, sendo que nessa época todos os 643 municípios do Império […] ainda continham escravos.

(Lilia Moritz Schwarcz. Retrato em branco e negro, 1987.)

A redução da importância do trabalho escravo, ocorrida após 1870, deveu-se, entre outros fatores,

  • a) ao aumento das fugas e rebeliões escravas e ao crescimento das correntes migratórias em direção ao Brasil.
  • b) ao desinteresse dos cafeicultores do Vale do Paraíba em manter escravos e à intensa propaganda abolicionista direcionada aos próprios escravos.
  • c) à firme oposição da Igreja Católica ao escravismo e ao temor de que se repetisse, no Brasil, uma revolução escrava como a que ocorrera em Cuba.
  • d) à pressão inglesa e francesa pelo fim do tráfico e à dificuldade de adaptação do escravo ao trabalho na lavoura do café.
  • e) à diminuição do preço do escravo no mercado interno e à atuação abolicionista da Guarda Nacional.

 

(FUVEST 2013) Representando apenas 19,6% das exportações brasileiras em 1822 (com a média de 18,4% nos anos 1820), o café passou a liderar as exportações brasileiras na década dos 1830 (com 28,6%), assumindo assim o lugar tradicionalmente ocupado pelo açúcar desde o período colonial. Nos meados do século XIX, passava a representar quase a metade do valor das exportações e, no último decênio do período monárquico, alcançava 61,5%. Já a participação do açúcar no quadro dos valores das exportações brasileiras passou de 30,1%, na década de 1820, a apenas 9,9%, nos anos 1880. O algodão alcançava 20,6%, na década de 1820, cifra jamais alcançada depois, em todo o período monárquico. Com exceção dos anos da guerra civil americana, que se refletiram na elevada participação do produto no conjunto das exportações dos anos 1870 (18,3%), verifica-se o declínio das exportações que, nos anos 1880, têm uma participação de apenas 4,2%. O comportamento das exportações de fumo revela que essas oscilaram em torno de baixas percentagens, durante todo o período monárquico. Alcançando 2,5% do valor global das exportações na década de 1820, decaiu, nas duas décadas seguintes (1,9% para os anos 1830 e 1,8% para os anos 1840). Na segunda metade do século, melhorou a posição do fumo no conjunto das exportações, tendo alcançado, nos anos 1860 e 1870, as maiores percentagens do período, com 3% e 3,4%. A participação do cacau no conjunto das exportações nacionais cresceu de 0,5% na década de 1820 para 1,6% na última década da monarquia, a mais alta porcentagem do período.

Sérgio Buarque de Holanda (org.). História geral da civilização brasileira. II. O Brasil Monárquico. 4. Declínio e queda do império. Rio de Janeiro: Difel, 1985, p. 119-126. Adaptado.

Com base no texto, responda ao que se pede:

  • a) Elabore um gráfico das exportações brasileiras de café, açúcar e algodão no período monárquico, incluindo os respectivos dados percentuais (aproximados).
  • b) Qual foi o principal produto de exportação brasileiro, respectivamente, nas décadas de 1820, 1830 e 1880?

 

B (PUC RJ 2013) Durante o período imperial brasileiro, instaurou-se uma ordem política caracterizada pelo centralismo e unitarismo. Houve, contudo, manifestações de contestação a essa ordem, destacando-se aquelas que possuíam caráter separatista e a defesa de propostas de maior autonomia para as províncias.

Assinale a opção que identifica corretamente duas dessas revoltas.

  • a) Revolta dos Malês e Cabanagem
  • b) Guerra dos Farrapos e Revolução Praieira
  • c) Balaiada e Revolta do Vintém
  • d) Sabinada e Revolta do Quebra-Quilos
  • e) Revolta da Chibata e Revolta da Vacina

 

(UNESP 2013)

 

O rei, nosso Senhor e amo, dorme o sono da… indiferença.

Os jornais, que diariamente trazem os desmandos desta situação, parecem produzir em Sua Majestade o efeito de um narcótico.

Bem aventurado, Senhor! Para vós, o reino do céu e para o nosso povo… o do inferno!

(Angelo Agostini. Revista Illustrada, 05.02.1887. Adaptado.)

 

Cite dois elementos presentes na charge ou na sua legenda, que mostrem críticas ao imperador D. Pedro II, e identifique duas dificuldades enfrentadas pela monarquia nas décadas de 1870 e 1880.

 

12. (UFSC 2013) Sobre o Segundo Reinado brasileiro, é CORRETO afirmar que:

  • 01) a Lei de Terras de 1850, proposta por D. Pedro II, garantiu uma melhor distribuição das terras no território nacional, demonstrando o caráter democrático e popular das ações do imperador-cidadão.
  • 02) o café consolida-se como o principal produto nacional de exportação e contribui para a maior estabilidade da economia brasileira em relação às primeiras décadas do século XIX.
  • 04) do ponto de vista político, os partidos Liberal e Conservador disputaram o poder durante todo o Segundo Reinado, por possuírem princípios e ações completamente opostas.
  • 08) o “surto industrial” brasileiro entre os anos de 1844 e 1860 esteve relacionado ao aumento das tarifas sobre os produtos importados e teve na figura de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, um de seus principais ícones.
  • 16) na política externa, o Brasil esteve envolvido em conflitos militares na região do rio da Prata contra Oribe (Uruguai) e Rosas (Argentina) e, posteriormente, contra Aguirre (Uruguai), onde conseguiu depor seus adversários e colocar no poder seus aliados.
  • 32) a crise que derrubou o Império está relacionada ao crescimento do movimento republicano conduzido pelos estancieiros gaúchos, conhecidos como farroupilhas, liderados por Giuseppe Garibaldi e Bento Gonçalves.
  • 64) a questão da mão de obra esteve no centro dos debates; uma das principais ações neste sentido foi a lei Eusébio de Queiroz (1850), que pretendia extinguir o tráfico de escravos, mas acabou ficando conhecida como “lei para inglês ver”.

RESPOSTA: 02 + 08 + 16 = 26.

 

C (UNICAMP 2013) Assinale a afirmação correta sobre a política no Segundo Reinado no Brasil.

  • a) Tratava-se de um Estado centralizado, política e administrativamente, sem condições de promover a expansão das forças produtivas no país.
  • b) O imperador se opunha ao sistema eleitoral e exercia os poderes Moderador e Executivo, monopolizando os elementos centrais do sistema político e jurídico.
  • c) O surgimento do Partido Republicano, em 1870, institucionalizou uma proposta federalista que já existia em momentos anteriores.
  • d) A política imigratória, o abolicionismo e a separação entre a Igreja e o Estado fortaleceram a monarquia e suas bases sociais, na década de 1870.

 

(UFG 2013) Analise os documentos a seguir.

Art. 1º. As embarcações brasileiras encontradas em qualquer parte, e as estrangeiras encontradas nos portos do Brasil, tendo a seu bordo escravos, ou havendo-os desembarcado, serão apreendidas pelas autoridades, ou pelos navios de guerra brasileiros, e consideradas importadoras de escravos.

Art. 4. A importação de escravo no território do Império fica nele considerada como pirataria, e será punida pelos seus tribunais com as penas declaradas no Código Criminal.

LEI EUSÉBIO DE QUEIRÓZ, de 4 de setembro de 1850. Disponível em: <http://www.gptec.cfch.ufrj.br/html/eusebio.html>. Acesso em: 26 out. 2012. (Adaptado).

Art. 1º. Ficam proibidas as aquisições de terras devolutas por outro título que não seja o de compra.

Art. 18. O Governo fica autorizado a mandar vir anualmente à custa do Tesouro certo número de colonos livres para serem empregados, pelo tempo que for marcado, em estabelecimentos agrícolas, ou nos trabalhos dirigidos pela Administração pública, ou na formação de colônias nos lugares em que estas mais convierem; tomando antecipadamente as medidas necessárias para que tais colonos achem emprego logo que desembarcarem.

LEI DE TERRAS, de 18 de setembro de 1850. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L0601-1850.htm>. Acesso em: 26 out. 2012. (Adaptado).

A promulgação da Lei Eusébio de Queiróz e da Lei de Terras revela uma preocupação latente com a definição do estatuto da escravidão e da propriedade fundiária no Brasil. Com base nos documentos apresentados e considerando-se o contexto do Segundo Império, explique

  • a) uma consequência socioeconômica da implementação da Lei Eusébio de Queiróz, no Rio de Janeiro;
  • b) as mudanças na estrutura produtiva brasileira, proporcionadas pelas duas leis.

 

C (UPE 2013) Quando alguém mencionava, no Brasil dos séculos XVIII e XIX, um africano, o mais provável é que estivesse a falar de um escravo, pois nessa condição amargava a maioria dos homens e mulheres que, vindos da África, aqui viviam. Mas podia também referir-se a um liberto, ou seja, a um ex-escravo. Ou a um emancipado, isto é, um negro retirado de um navio surpreendido no tráfico clandestino. Ou, o que era mais raro, a um homem livre que jamais sofrera o cativeiro.

SILVA, Alberto da Costa e. Um rio chamado Atlântico: A África no Brasil e o Brasil na África. 5ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011, p. 157.

Sobre o que afirma o texto, analise as seguintes proposições:

  1. Nas décadas finais do século XIX, antes da Abolição, uma parcela da população africana do Brasil já estava liberta.
  2. A Inglaterra destacou-se, no século XIX, pelo combate ao tráfico clandestino de africanos.
  3. Os escravos urbanos não podiam se tornar libertos.
  4. O Brasil proibiu o tráfico negreiro já no final do século XVIII.
  5. A presença africana no Brasil dos séculos XVIII e XIX caracterizava-se por uma diversidade de condições de vida.

Estão CORRETAS

  • a) I, II e III.
  • b) I, III e IV.
  • c) I, II e V.
  • d) II, III e V.
  • e) I, IV e V.

 

(UFG 2013) Leia o documento a seguir.

A que causa devíamos atribuir esta irrupção da cólera ou, melhor, a que causa não a atribuirmos – Seria talvez a carne estragada que éramos obrigados a comer, ou a fome curtida quando as náuseas venciam o apetite, ou ainda o insuportável ardor dos incêndios que nos escaldavam o sangue, quiçá a infecção oriunda de todas as substâncias vegetais que devorávamos, brotos, frutos verdes e podres, ou também, enfim, a insalubridade do ar viciado pela água estagnada dos  charcos e lodaçais que naquela região tanto abundam.

Supunham alguns fosse o próprio inimigo o veiculador do cólera. É muito possível que aos paraguaios houvesse acontecido – embora jamais suportassem as mesmas privações que nós – porque, de seu exército do Sul, dizimado pelo flagelo, tinham recebido reforços. Uma circunstância ocorria fazendo-nos crer que também reinasse o mal em suas fileiras: a frouxidão, para o fim, dos ataques, embora sempre frequentes.

TAUNAY, Alfredo d´Escragnolle. A retirada de Laguna. 1870. p. 57. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv00304a.pdf>. Acesso em: 20 mar 2013. (Adaptado).

O documento apresentado, publicado em 1870, relata um dos principais eventos da Guerra do Paraguai, a Retirada de Laguna. Com base na leitura do documento, explique

  • a) as condições a que as tropas brasileiras foram submetidas, durante o conflito;
  • b) uma consequência para a política interna brasileira, com o fim da Guerra do Paraguai.

 

C (UFSM 2013) Analise a afirmação a seguir.

Em São Paulo a questão principal não é a liberdade do escravo. A questão séria é a substituição do trabalho. Desde que o governo cure seriamente de empregar meios que facilitem a aquisição de braços livres, os paulistas estarão satisfeitos e podem abrir mão de escravos, mesmo sem indenização […].

Fonte: Declaração de Prudente de Moraes, em 1885, em nome do Partido Republicano Paulista (PRP). BUENO, Eduardo. Brasil: uma história. SP: Ática, 2003. p. 266.

A partir dessa afirmativa, pode-se concluir que

  • a) a preocupação dominante na cafeicultura paulista, no final do Império, era a diversidade de modelos de organização do trabalho.
  • b) a mobilização dos trabalhadores das fazendas levava a classe dominante paulista a pleitear o auxílio do Governo Central para melhor enquadrá-los no mundo do trabalho.
  • c) a expansão da lavoura do café exigia adequação e reorganização do modelo de organização do trabalho, para enfrentar os novos tempos.
  • d) a cafeicultura exigia grandes recursos de capital e de terras, enquanto a mão de obra se solucionava com o incentivo a migrações do Norte e Nordeste.
  • e) a campanha abolicionista, em curso na sociedade brasileira dos anos 1880, atendia às demandas humanitárias da classe dominante paulista.

 

D (UPE 2013) Observe um trecho da letra do samba Vai passar, de Chico Buarque de Holanda:

(…) aqui sambaram nossos ancestrais. / Num tempo, página infeliz da nossa história, / passagem desbotada na memória / Das nossas novas gerações. // Dormia a nossa pátria mãe tão distraída / sem perceber que era subtraída / Em tenebrosas transações. // Seus filhos erravam cegos pelo continente, / levavam pedras feito penitentes / erguendo estranhas catedrais.

Com base no texto e nos conteúdos referentes à escravidão no Brasil imperial, assinale a alternativa CORRETA.

  • a) A música faz referência à utilização da mão de obra escrava que sozinha ergueu as cidades do passado.
  • b) A música retrata os aspectos desumanos das relações sociais do passado brasileiro que atingiam apenas os escravos.
  • c) Mesmo considerando as dificuldades vivenciadas pelos escravos, como afirma a canção, a conquista de sua liberdade dependia apenas dos seus esforços.
  • d) Apesar dos sofrimentos relativos à condição escrava, era comum, no século XIX, ver, nas grandes cidades, escravos que, por exercerem determinados ofícios, detinham uma certa autonomia.
  • e) Durante o século XIX, a escravidão se limitava aos africanos e a seus descendentes.

 

E (UEPB 2013) Analise as proposições a seguir:

  1. A Itália e a Alemanha passavam, no século XIX, pelo seu processo de unificação e pela modernização das relações de trabalho em moldes capitalistas, o que causou a expulsão de pequenos proprietários e favoreceu fortemente a emigração para a produção cafeeira do Brasil.
  2. A elite colonial via na ideologia do branqueamento a justificava da vinda de imigrantes da Europa para o Brasil porque a raça branca teria uma tarefa civilizacional nas terras brasileiras.
  3. Os imigrantes teriam destinação para as fazendas de café do Nordeste do Brasil e recebiam salários por seu trabalho, não podendo adquirir sua própria terra.

Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões):

  • a) Apenas I
  • b) I, II e III
  • c) Apenas II e III
  • d) Apenas l e III
  • e) Apenas I e II

 

(UFPE 2013) As agruras das secas, que periodicamente atingem o Brasil e, mais de perto, o Nordeste, têm servido de mote a poetas e cantadores, entre os quais se celebrizou Luiz Gonzaga, que, no ano de 2012, completaria 100 anos de vida. Flagelo antigo no Brasil, a seca de 1870 constituiu-se num dos muitos problemas enfrentados pelo imperador Dom Pedro II. Considerando-se a crise sociopolítica e econômica que se abateu sobre o governo desse Imperador, em seus anos finais, analise as proposições a seguir.

  • (     )  Após a Guerra do Paraguai, houve um afastamento entre o Exército e o governo monárquico, agravado pelas manifestações públicas de descontentamento dos jovens cadetes e oficiais de baixa patente.
  • (     )  Após a prisão do bispo de Recife e Olinda, Dom Vital, ocorreu a cisão entre o poder eclesiástico e o Estado, posicionando-se o monarca a favor do bispo, e aliando-se os generais aos demais clérigos.
  • (     )  O ato abolicionista de maio de 1888 não previu indenizações para os ex-senhores de escravos, o que gerou grande descontentamento por parte desse grupo para com o Governo Imperial.
  • (     )  A dispendiosa campanha militar levada adiante pelo Brasil no Paraguai contribuiu para a grave crise econômica que assolou o país nesse período.
  • (     )  Após a Abolição, os escravos libertos foram realocados em outras fazendas, subsidiadas pelo governo, que garantia, assim, o sustento dessa grande parcela da população.

RESPOSTA:  V – F – V – V – F.

 

(UNESP 2013)

Cheio de glória, coberto de louros, depois de ter derramado seu sangue em defesa da pátria e libertado um povo da escravidão, o voluntário volta ao país natal para ver sua mãe amarrada a um tronco! Horrível realidade!…

 (Ângelo Agostini. A Vida Fluminense, 11.06.1870. Adaptado.)

Identifique a tensão apresentada pela representação e por sua legenda e analise a importância da Guerra do Paraguai para a luta de abolição da escravidão.