GRÉCIA

CAIU NO ENEM!

C (Enem 2015) O que implica o sistema da pólis é uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. A palavra constitui o debate contraditório, a discussão, a argumentação e a polêmica. Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogo político.

VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).

Na configuração política da democracia grega, em especial a ateniense, a ágora tinha por função

  • a) agregar os cidadãos em torno de reis que governavam em prol da cidade.
  • b) permitir aos homens livres o acesso às decisões do Estado expostas por seus magistrados.
  • c) constituir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia para deliberar sobre as questões da comunidade.
  • d) reunir os exercícios para decidir em assembleias fechadas os rumos a serem tomados em caso de guerra.
  • e) congregar a comunidade para eleger representantes com direito a pronunciar-se em assembleias.

 

CAIU NO VESTIBULAR!

2016

E (FATEC 2016) Em 2015, o noticiário internacional deu grande destaque à Grécia, país europeu que vivia uma grave crise econômica e convocou a população para decidir, via referendo, as medidas que deveriam ser adotadas pelo governo para gerir a crise. Parte da imprensa destacou o caráter democrático de tal medida e, em muitos textos, lembrou que os gregos foram os criadores da democracia.

Assinale a alternativa que indica corretamente quais são as principais diferenças entre as concepções de democracia na Antiguidade grega e no mundo contemporâneo.

  • a) Na Antiguidade grega, a democracia surgiu da necessidade de administrar países cada vez maiores; nas democracias contemporâneas, a política ajuda a administrar unidades menores, como as cidades.
  • b) Na Antiguidade grega, o espaço reservado à atividade política eram os templos religiosos ou as residências das pessoas mais importantes; nas democracias contemporâneas, a atividade política se realiza no espaço público.
  • c) Na Antiguidade grega, política e religião eram esferas sociais separadas; nas democracias contemporâneas, a noção de cidadania vincula-se estreitamente às concepções religiosas.
  • d) Nas democracias contemporâneas, a participação política é vinculada à renda, com o voto censitário; na Grécia Antiga, apenas os proprietários de terras, homens e mulheres, tinham direito à participação política.
  • e) Nas democracias contemporâneas, o direito à participação política se estende a todos os grupos sociais; na Grécia antiga, apenas os homens livres nascidos na pólis eram considerados cidadãos.

 

D (UPF 2016) A palavra democracia tem origem na Grécia Antiga, mais especificamente em Atenas, e a partir do século XIX ganhou conteúdo diferente. Ao contrário do seu significado atual, na pólis grega, a democracia:

a) era exercida de maneira indireta pelos cidadãos, que escolhiam seus representantes políticos por meio de eleições periódicas e regulares.

b) permitia a participação do conjunto da população da cidade, reconhecendo o direito político de camponeses e artesãos, que se organizavam em assembleias plebeias livremente eleitas.

c) defendia a igualdade de todas as camadas sociais perante a lei, garantindo a todos o direito de participar e votar na Assembleia dos cidadãos, que se reunia na praça da cidade.

d) era restritiva em termos de direitos políticos, pois convivia com a escravidão, não permitindo a participação dos estrangeiros e das mulheres.

e) não permitia a participação dos militares e guerreiros, considerados incapazes para o exercício da livre discussão e para a tomada de decisões consensuais.

 

(FEPAR 2016)

A Grécia Clássica, nos séculos V e IV a.C., representou o auge da civilização grega, com destaque para várias cidades-Estado. Conquistada pelos macedônicos, sob Felipe II e Alexandre Magno, integraria o mundo helenístico, quando foi conquistada por Roma. Com a partilha de Teodósio, integrou o Império Romano do Oriente, aderindo ao cristianismo ortodoxo. Pouco antes do início da Idade Moderna foi conquistada pelo Império Turco Otomano, passando posteriormente por várias revoltas e repressões. Com ajuda militar de Rússia, França e Inglaterra, a Grécia obteve sua independência em 1832 e constituiu uma monarquia. Após oscilar entre monarquia e república, esta forma de governo foi adotada em 1973. No início deste século, a Grécia ocupa continuamente o noticiário internacional.

Com base nas informações e em conhecimentos sobre o assunto, avalie as afirmativas.

(     )  A democracia, que se originou em Atenas, evoluiu e foi aperfeiçoada com a participação popular no processo político, nos reinos helenísticos que se seguiram à morte de Alexandre.

(     )  O máximo esplendor de Atenas foi denominado “Século de Péricles”, marcado pelo auge das artes e também pelas vitórias helênicas nas Guerras Médicas, dentre as quais se destacam as batalhas de Maratona, Salamina e o sacrifício de 300 espartanos sob o comando de Leônidas.

(     )  Helenização do Oriente e orientalização do Ocidente são expressões que buscam traduzir a civilização helenística, uma fusão das culturas grega e oriental, em especial a persa, depois das conquistas de Alexandre Magno.

(     )  Após ingressar na zona do euro, a Grécia efetuou grandes empréstimos, em geral não destinados ao investimento produtivo. Em poucos anos os salários do funcionalismo público cresceram drasticamente e os gastos públicos foram ampliados, o que contribuiu para o atual quadro de endividamento crítico e limitação da própria soberania.

(     )  O recente governo socialista da Grécia, em repúdio ao sistema financeiro internacional, lançou mão de um plebiscito para que a população, no exercício da democracia, aprovasse medidas de austeridade que permitissem livrar o país de novos empréstimos.

Resposta:  F – V – V – V – F.

 

B (UPE-SSA 1 2016)

“O homem que destrói cidades é demente

como o profanador de templos e túmulos,

asilos sacrossantos dos parentes mortos.

Quem age dessa forma, cedo há de perder-se.”

Esse é um fragmento da tragédia As Troianas, escrita por Eurípides. Apresentada pela primeira vez em 415 a.C., encontrou a cidade de Atenas e muitas outras póleis gregas envolvidas na Guerra do Peloponeso (431-404 AEC).

Sobre esse conflito, é CORRETO afirmar que

  • a) envolveu a maior parte dos Estados do Mediterrâneo Oriental, como a Pérsia e o Egito.
  • b) opôs as duas principais cidades-estado, Atenas e Esparta, e seus aliados, organizados em ligas rivais.
  • c) foi rápido graças à evolução militar das falanges.
  • d) apesar de ter durado décadas, seu impacto na vida cotidiana dos gregos foi limitado.
  • e) as cidades marítimas apoiaram Esparta, uma potência militar mais avançada que Atenas.

 

D (PUC SP 2016) “Em termos constitucionais mais convencionais, [na Atenas antiga] o povo não só era elegível para cargos públicos e possuía o direito de eleger administradores, mas também era seu o direito de decidir quanto a todos os assuntos políticos e o direito de julgar, constituindo-se como tribunal, todos os casos importantes civis e criminais, públicos e privados. A concentração da autoridade na Assembleia, a fragmentação e o rodízio dos cargos administrativos, a escolha por sorteio, a ausência de uma burocracia remunerada, as cortes com júri popular, tudo isso servia para evitar a criação da máquina partidária e, portanto, de uma elite política institucionalizada.”

I. Finley. Democracia antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1988, p. 37.

A partir do texto, pode-se afirmar que a democracia, na Atenas antiga,

  • a) limitava a atuação do conjunto da sociedade nas decisões e nos assuntos políticos, que ficavam restritos à elite intelectual e econômica.
  • b) reconhecia a necessidade da tripartição do poder, com a separação e a isonomia entre o executivo, o legislativo e o judiciário.
  • c) dependia do bom funcionamento do aparato administrativo, composto por funcionários estáveis e por ampla hierarquia burocrática.
  • d) permitia a ampla manifestação dos cidadãos e tinha mecanismos que impediam a perpetuação das mesmas pessoas em cargos administrativos.

 

E (UTFPR 2016) Para além das conquistas militares, um dos mais importantes feitos de Alexandre, o Grande, foi favorecer o surgimento de uma nova cultura, com forte influência grega. As cidades de Alexandria, no Egito, Pérgamo, na Antióquia, e a Ilha de Rodes, no Mar Egeu, constituíram-se em centros difusores de novos valores e de novos saberes, que se estenderam pelas artes, pelas ciências e por novas vertentes filosóficas. O nome dado a essa expressão cultural foi:

  • a) modernista
  • b) renascentista
  • c) contemporânea.
  • d) realista
  • e) helenística.

 

 

E (UNESP 2016) A cidade tira de seu império uma parte da honra, da qual todos vós vos gloriais, e que deveis legitimamente apoiar; não vos esquiveis às provas, se não renunciais também a buscar as honras; e não penseis que se trata apenas, nesta questão, de ser escravos em vez de livres: trata-se da perda de um império, e do risco ligado ao ódio que aí contraístes.

(Péricles apud Pierre Cabanes. Introdução à história da Antiguidade, 2009.)

O discurso de Péricles, no século V a.C., convoca os atenienses para lutar na Guerra do Peloponeso e enfatiza

  • a) a rejeição à escravidão em Atenas e a defesa do trabalho livre como base de toda sociedade democrática.
  • b) a defesa da democracia, por Atenas, diante das ameaças aristocráticas de Roma.
  • c) a rejeição à tirania como forma de governo e a celebração da república ateniense.
  • d) a defesa do território ateniense, frente à investida militar das tropas cartaginesas.
  • e) a defesa do poder de Atenas e a sua disposição de manter-se à frente de uma confederação de cidades.

 

(UFJF-PISM 1 2016) Leia atentamente o trecho e as informações no quadro a seguir:

Nas cidades gregas e em Roma durante a Antiguidade, existiram duas principais maneiras de governar. Numa, a sociedade era governada por uma só pessoa: o rei ou monarca. Era a monarquia. Noutra, a sociedade era dirigida por um grupo pequeno de homens ricos. Era a aristocracia. Em algumas cidades da Grécia, como em Atenas, foi experimentada uma terceira forma de governo. Era a democracia.

KONDER, Leandro. Muito além das Urnas. Revista Ciência hoje das crianças, nº 64. Adaptado

Disponível em: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/muito-alem-das-urnas – Acessado 04/09/2015

 

Dados estatísticos aproximados População Total Indivíduos com direito a voto
Números absolutos
ATENAS (Vº século a.C.)  mil  mil
Brasil – 2014  milhões  milhões

 

Com base no texto, no quadro e em seus conhecimentos, responda ao que se pede:

  • a) O que era necessário para que um indivíduo participasse das decisões políticas durante a democracia em Atenas?
  • b) Analise as motivações que explicam a diferença do percentual existente entre indivíduos com direito a voto na democracia ateniense e no modelo democrático existente no Brasil atual.

 

Resposta: a) Em Atenas eram considerados cidadãos os homens, maiores de 21 anos e que fossem atenienses natos, ou seja, 15% da população;   b) No Brasil atual, o acesso à cidadania, no que tange ao direito ao voto, é amplo: todo e qualquer cidadão brasileiro (nascido ou naturalizado), ao atingir a idade mínima necessária, pode votar.

 

 

 

D (IMED 2016) Na civilização grega, encontram-se as bases da cultura ocidental. No legado deixado pelos gregos NÃO está:

  • a) A democracia.
  • b) O teatro.
  • c) A geometria.
  • d) A astrologia.
  • e) A filosofia.

 

E (FUVEST 2016) O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos.

Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981. Adaptado.

De acordo com o texto, na Antiguidade, uma das transformações provocadas pelo surgimento da pólis foi

  • a) o declínio da oralidade, pois, em seu território, toda estratégia de comunicação era baseada na escrita e no uso de imagens.
  • b) o isolamento progressivo de seus membros, que preferiam o convívio familiar às relações travadas nos espaços públicos.
  • c) a manutenção de instituições políticas arcaicas, que reproduziam, nela, o poder absoluto de origem divina do monarca.
  • d) a diversidade linguística e religiosa, pois sua difusa organização social dificultava a construção de identidades culturais.
  • e) a constituição de espaços de expressão e discussão, que ampliavam a divulgação das ações e ideias de seus membros.

 

 

B (UFPR 2016) Considere o excerto de poema espartano do século VII a.C.:

[…] Pois não há homem valente no combate,

se não suportar a vista da carnificina sangrenta

e não atacar, colocando-se de perto. […]

É um bem comum para a cidade e todo o povo,

que um homem aguarde, de pés fincados, na primeira fila,

encarniçado e todo esquecido da fuga vergonhosa,

expondo a sua vida e ânimo sofredor,

e, aproximando-se, inspire confiança

com suas palavras ao que lhe fica ao lado.

 

(Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. In: Hélade: Antologia da Cultura Grega, Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra / Instituto de Estudos Clássicos, 4. ed., 1982.)

Com base nesse excerto, considere as afirmativas abaixo sobre os valores ressaltados no poema e sobre características da cidade-Estado de Esparta entre os séculos VII e V a.C.:

1. Esparta e Atenas compartilhavam do mesmo ideal militar expresso no poema, motivo pelo qual juntaram esforços na Liga de Delos.

2. O poema expressa os valores esperados dos soldados espartanos: a coragem, o espírito de combate e a cooperação com o coletivo.

3. Para sustentar o exército, o Estado espartano formou a Liga do Peloponeso e distribuiu as terras conquistadas entre as cidades-Estado aliadas.

4. Esparta manteve uma elite militar, formada pela educação rígida de suas crianças, que eram controladas pelo Estado e separadas de suas famílias.

Assinale a alternativa correta.

  • a) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
  • b) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
  • c) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
  • d) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
  • e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

 

2015

 

B (CPS 2015) O teatro é uma das expressões artísticas criadas na Antiguidade, tendo desempenhado um importante papel na sociedade da Grécia.

De fato, tanto na Tragédia como em especial na Comédia Antiga, isto é, na comédia ateniense do século V a.C., observa-se a presença de intenção e reflexos políticos. O dramaturgo equacionava nas suas peças os problemas fundamentais da pólis, procurando oferecer possibilidades de solução e, dessa forma, atuar pedagogicamente sobre os cidadãos reunidos no teatro.

(http://tinyurl.com/pk2ryye Acesso em: 01.07.2014. Adaptado)

De acordo com as informações apresentadas, é correto concluir que o teatro grego da Antiguidade

  • a) legitimava o exercício do poder centralizado dos reis absolutistas.
  • b) contribuía para o exercício da cidadania no regime democrático.
  • c) priorizava a abordagem de temas que favoreciam a aristocracia.
  • d) excluía as discussões de temas reais, enfatizando temas mitológicos.
  • e) evitava se utilizar de elementos cômicos para tratar de assuntos sérios.

 

B (UNISC 2015) Nem o sujeito mais pedante vai assistir a um blockbuster esperando uma aula de história, mas no filme 300, o épico estrelado por Rodrigo Santoro, que relata o confronto entre gregos e persas no ano 480 a.C., abusa do direito à licença poética. O ator brasileiro interpreta Xerxes, o Grande Rei dos persas, e a maneira como o personagem é retratado andou enfurecendo o governo do Irã, país que é herdeiro direto da antiga Pérsia. A fúria tem certa razão de ser: do figurino às motivações políticas, o Xerxes do brasileiro não tem quase nada a ver com a sua contraparte histórica.

Disponível em: http://ceticismo.net/comportamento/300-de-esparta-%E2%80%93-a-guerra-filme-x-historia/. Acessado em 03/05/2015.

A respeito dessa guerra retratada no filme considere as afirmativas.

  1. O conflito entre persas e as cidades-Estado da Península do Peloponeso envolviam a política expansionista dos espartanos liderados por Temístocles.
  2. Leônidas liderou os soldados espartanos na sua resistência aos persas no desfiladeiro das Termópilas.
  3. O exército grego foi liderado pelo imperador Marco Antônio na sua luta contra o rei Xerxes.
  4. Apesar da autonomia de cada uma das cidades-Estado gregas, elas se uniram na luta contra os persas em várias guerras no século V a.C.
  5. A vitória dos 300 de Esparta se deveu às condições estratégicas do Estreito de Termópolis que deram a Leônidas uma vantagem de 1 para 20.

Assinale a alternativa correta.

  • a) Todas as afirmativas estão corretas.
  • b) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
  • c) Somente as afirmativas I, III e V estão corretas.
  • d) Somente as afirmativas I, II e III estão incorretas.
  • e) Somente as afirmativas IV e V estão incorretas.

 

D (UCS 2015) Sobre a escravidão na Grécia antiga, é correto afirmar que

  1. a mão de obra escrava era a base da economia grega e o critério adotado para determinar quem seria escravizado era o racial. Os escravos eram provenientes da África (negros) ou da Ásia (amarelos).
  2. o uso de escravos em Atenas tinha certa importância social, na medida em que concedia mais tempo para que os homens livres pudessem participar das assembleias, dos debates políticos, filosofar e produzir obras de arte.
  3. os escravos, em Esparta, cidade voltada para as guerras, eram chamados de hilotas, pertenciam ao Estado e trabalhavam para os esparciatas – uma minoria que participava das decisões políticas e administrativas e se dedicava única e exclusivamente à política e à guerra.

Das proposições acima,

  • a) apenas I está correta.
  • b) apenas II está correta.
  • c) apenas I e II estão corretas.
  • d) apenas II e III estão corretas.
  • e) I, II e III estão corretas.

 

A (UFRGS 2015) Com relação à vida social e política na Grécia clássica, assinale a alternativa correta.

  • a) A democracia grega foi instituída no século VI a.C. por Clístenes, colocando fim a um período de governo tirânico e criando os princípios da República.
  • b) A decadência da pólis grega no período arcaico, entre os séculos VIII a.C. e VI a.C., e o surgimento do Império ateniense permitiram o florescimento cultural nas cidades antigas.
  • c) O desenvolvimento de uma filosofia fundada na razão ocorreu com o fim do período micênico na Grécia, o que implicou a passagem do politeísmo para o monoteísmo.
  • d) Os habitantes tinham direitos políticos e eram considerados cidadãos nas cidades-estado, com exceção das mulheres e dos escravos.
  • e) A união política entre atenienses e espartanos contra os avanços do exército persa ocorreu no contexto da Guerra do Peloponeso.

 

 

(UEM 2015) Sobre a Antiguidade Grega, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

01) A maioria das cidades-estado da Grécia era marcada por um forte predomínio masculino, razão pela qual somente os homens eram considerados cidadãos.

02) A democracia ateniense era um sistema político do qual participavam todos os moradores da cidade, inclusive os estrangeiros e os escravos.

04) A cultura grega influenciou a civilização ocidental. Sua produção filosófica, cultural e artística e seu padrão estético são, até nossos dias, referenciados.

08) A filosofia grega teve como principal característica buscar explicações mitológicas para os fenômenos naturais. Nesse sentido, os filósofos explicavam os raios e trovões a partir da ação de Zeus, que manifestava sua insatisfação com os homens atirando raios em direção à Terra.

16) Em Esparta, as mulheres gozavam de uma certa liberdade. Eram preparadas fisicamente para a maternidade, praticando exercícios físicos e participando de disputas esportivas.

Resposta:  01 + 04 + 16 = 21.

 

 

D (FUVEST 2015) Em certos aspectos, os gregos da Antiguidade foram sempre um povo disperso. Penetraram em pequenos grupos no mundo mediterrânico e, mesmo quando se instalaram e acabaram por dominá-lo, permaneceram desunidos na sua organização política. No tempo de Heródoto, e muito antes dele, encontravam-se colônias gregas não somente em toda a extensão da Grécia atual, como também no litoral do Mar Negro, nas costas da atual Turquia, na Itália do sul e na Sicília oriental, na costa setentrional da África e no litoral mediterrânico da França. No interior desta elipse de uns 2500km de comprimento, encontravam-se centenas e centenas de comunidades que amiúde diferiam na sua estrutura política e que afirmaram sempre a sua soberania. Nem então nem em nenhuma outra altura, no mundo antigo, houve uma nação, um território nacional único regido por uma lei soberana, que se tenha chamado Grécia (ou um sinônimo de Grécia).

FINLEY M. I. O mundo de Ulisses. Lisboa: Editorial Presença, 1972. Adaptado.

Com base no texto, pode-se apontar corretamente

  • a) a desorganização política da Grécia antiga, que sucumbiu rapidamente ante as investidas militares de povos mais unidos e mais bem preparados para a guerra, como os egípcios e macedônios.
  • b) a necessidade de profunda centralização política, como a ocorrida entre os romanos e cartagineses, para que um povo pudesse expandir seu território e difundir sua produção cultural.
  • c) a carência, entre quase todos os povos da Antiguidade, de pensadores políticos, capazes de formular estratégias adequadas de estruturação e unificação do poder político.
  • d) a inadequação do uso de conceitos modernos, como nação ou Estado nacional, no estudo sobre a Grécia antiga, que vivia sob outras formas de organização social e política.
  • e) a valorização, na Grécia antiga, dos princípios do patriotismo e do nacionalismo, como forma de consolidar política e economicamente o Estado nacional.

 

A (UERN 2015) Observe a charge e leia o trecho.

 

A Ágora ou praça central era o espaço onde se reuniam os cidadãos para discutir a vida política e decidir sobre as ações a serem tomadas.

(Vainfas, 2010.)

Ao analisarmos a charge e o texto, e tendo em vista o contexto da Grécia Antiga e o do Brasil atual em relação à participação política, é possível inferir que

  • a) em ambos os casos, apesar da ideia de democracia preconizar a participação de todos, existiam (e existem) limites para o exercício pleno desse direito.
  • b) na Grécia, cidadão era apenas aquele que participava das gerúsias, por ser considerado “homo politicus”. No Brasil, só se considera cidadão o indivíduo com mais de 18 anos.
  • c) tanto na Grécia quanto no Brasil, a democracia era (e é) caracterizada pela participação universal, ou seja, de toda a população votante e em dia com suas obrigações eleitorais.
  • d) como no Brasil o voto atual é direto e secreto, o processo democrático torna-se mais transparente e incorruptível, o que não era possível na Grécia, devido ao controle de poder dos generais.

 

 

(UNICAMP 2015) O filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) definiu a cidadania em Atenas da seguinte forma:

A cidadania não resulta do fato de alguém ter o domicílio em certo lugar, pois os estrangeiros residentes e os escravos também são domiciliados nesse lugar e não são cidadãos. Nem são cidadãos todos aqueles que participam de um mesmo sistema judiciário. Um cidadão integral pode ser definido pelo direito de administrar justiça e exercer funções públicas.

Adaptado de Aristóteles, Política. Brasília: Editora UnB, 1985, p. 77-78.

a) Indique duas condições para que um ateniense fosse considerado cidadão na Grécia clássica no apogeu da democracia.

b) Os estrangeiros, também chamados de metecos, não tinham direitos integrais, mas tinham alguns deveres e direitos. Identifique um dever e um direito dos metecos.

Resposta: a) Para ser considerado cidadão em Atenas era preciso ser homem, ter mais de 21 anos e ser ateniense nato. b) Os metecos tinham o dever ou a obrigação de obedecer à legislação ateniense e tinham o direito de exercer atividades comerciais.

 

E (UEPA 2015) Apesar das semelhanças quanto à língua e a religião entre os gregos das diversas polis, a Grécia do Período Clássico em diante era um mosaico de cidades autônomas em termos políticos e econômicos. A criação das cidades-estado seguiu por caminhos diferentes em função da relação entre populações autóctones e povos estrangeiros. Particularmente, a história da fundação de Atenas e de Esparta teve clara relação com sua organização sociopolítica, pois:

  • a) ocorreu em Atenas a partilha de poder administrativo entre jônios e demais estrangeiros, enquanto em Esparta se deu a dominação política dos dórios.
  • b) o domínio jônico submeteu os povos autóctones na formação de Atenas, enquanto os dórios partilharam o governo de Esparta com os nativos lacedemônios.
  • c) Atenas tornou-se centro cosmopolita do mundo antigo, dada a proeminência social dos estrangeiros, enquanto a elite dórica mantevese predominante no governo de Esparta.
  • d) a formação de Atenas esteve vinculada ao trabalho agrícola das populações camponesas, enquanto os guerreiros dóricos de Esparta constituíram uma sociedade militarizada.
  • e) Atenas formou-se com a reunião de jônios e populações locais pré-helênicas, enquanto Esparta resultou da invasão dórica, marcada pela submissão dos habitantes autóctones.

 

B (FGV 2015) É a partir do século VIII a.C. que começamos a entrever, em diferentes regiões do Mediterrâneo, o progressivo surgimento das cidades-Estados ou pólis. Elas formaram a organização social e política dominante das comunidades organizadas ao longo do Mediterrâneo nos séculos seguintes.

(Norberto Luiz Guarinello, História Antiga, 2013, p. 77. Adaptado)

Nas pólis, é correto

  • a) assinalar a crescente importância da mulher e da família nos espaços públicos.
  • b) reconhecer a presença de espaços públicos, caso da ágora.
  • c) destacar uma característica: a inexistência de espaços rurais.
  • d) identificar a acumulação de capital pela ação do Estado.
  • e) apontar para a sua essência: a organização urbana estruturada para a guerra.