A CIDADE E AS SERRAS – EÇA DE QUEIRÓS

A cidade e as Serras – Eça de Queirós (EBOOK)

CAIU NO VESTIBULAR!

2018

B (FACULDADE DE MEDICINA ABERT EINSTEIN 2018) Jacinto, personagem de A Cidade e as Serras, deixa Paris e vai para Tormes, em Portugal. Lá vive em contato com o campo, em uma quinta herdada de seus ancestrais. Sua presença desperta curiosidade e suas ações contribuem para
  • a) ser considerado a reencarnação de D. Sebastião, que era aguardado por todos e que chegaria envolto em denso
  • nevoeiro.
  • b) ser chamado de “o pai dos pobres”, devido às reformas e às benfeitorias nas casas dos rendeiros e ao atendimento dispensado à melhoria de condições de vida de seus empregados.
  • c) revelá-lo como miguelista, da facção opressora do povo português, e de esconder em sua casa a pessoa de D. Miguel, sob o disfarce de um criado.
  • d) viver a experiência da natureza que tanto amava e de adquirir conhecimento de agricultura no trabalho diuturno da terra.

 

2017

D (FACULDADE DE MEDICINA ABERT EINSTEIN 2017) Do romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é correto afirmar que

  • a) é um romance de tese e pretende provar que a felicidade só é possível no desfrute da civilização, tirando dela o maior proveito tecnológico possível.
  • b) apresenta um protagonista, “o príncipe da grã-ventura”, que se sente em estado de felicidade e plenamente realizado tanto com as tecnologias da cidade grande, quanto com a rudeza primitiva do campo.
  • c) desenvolve suas principais ações na Rua Campos Elíseos, 202, em Paris, e o contato de Jacinto com a natureza restringe-se, ao longo do romance, apenas ao passeio à floresta de Montmorency.
  • d) estrutura sua narrativa a partir da relação antagônica entre Jacinto e Zé Fernandes, e se apoia na ação persuasiva transformadora do narrador sobre o protagonista.

 

C  (FACULDADE DE MEDICINA ABERT EINSTEIN 2017) Jacinto, personagem do romance A Cidade e as serras, de Eça de Queirós, apaixonado pela cidade de Paris e pelo conforto da vida urbana, resolve, em um determinado momento, viajar para Portugal, à cidade de Tormes. Tal decisão se dá porque

  • a) sente uma efusão patriótica por Tormes, sua terra natal, de onde lhe provêm as rendas para seu sustento.
  • b) está plenamente convencido de que apenas no contato com a natureza e com o clima das serras poderá encontrar a felicidade.
  • c) vê-se compelido a acompanhar a reforma de sua casa em terras portuguesas, bem como assistir à trasladação dos restos mortais dos avós, particularmente os do avô Galeão.
  • d) está farto da vida elegante e tecnológica de Paris e, por isso, prazerosamente, busca uma experiência nova que, infelizmente lhe resulta frustrante.

 

D (FMABC 2017) Numa dessas manhãs – justamente na véspera do meu regresso a Guiães – o tempo, que andara pela serra tão alegre, num inalterado riso de luz rutilante, todo vestido
de azul e ouro, fazendo poeira pelos caminhos, e alegrando toda a Natureza, desde os pássaros aos regatos, subitamente, com uma daquelas mudanças que tornam o seu temperamento tão semelhante ao do homem, apareceu triste, carrancudo, todo embrulhado no seu manto cinzento, com uma tristeza tão pesada e contagiosa que toda a serra entristeceu. E não houve mais pássaro que cantasse, e os arroios fugiram para debaixo das ervas, com um lento murmúrio de choro.

O trecho acima integra o romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós. Dele é INCORRETO afirmar que

  • a) utiliza a prosopopeia para expressar sentimentos capazes de personificar os elementos da natureza.
  • b) se estrutura de forma contrastiva, valendo-se de significativas antíteses para evidenciar a mudança do tempo.
  • c) se mostra como um texto descritivo, cuja potencialidade plástica e poder de imagem produzem um efeito de fina poesia em prosa.
  • d) constitui um texto narrativo, visto que, valendo-se de um narrador de primeira pessoa, utiliza verbos de ação para imprimir uma dinâmica aos componentes da cena.