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Lição de Casa: 3ª Série – AULA 18

10 – DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS EM UM CONDUTOR

CONTEÚDO: Distribuição de cargas em um condutor. Páginas 46 a 51.

EXERCÍCIOS DE AULA: Apostila Positivo (Página 50 – 1 a 5)

LIÇÃO DE CASA: Apostila Positivo (Página 50 – 6, 8 e 9)

10 – DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS EM UM CONDUTOR

Um condutor se encontra em equilíbrio eletrostático quando nele não ocorre movimento ordenado de cargas elétricas em relação a um referencial fixo no condutor.

Num condutor em equilíbrio eletrostático:

  • O campo elétrico resultante nos pontos internos é nulo.
  • O potencial elétrico em todos os pontos internos e superficiais do condutor é constante.
  • Nos pontos da superfície de um condutor em equilíbrio eletrostático, o vetor campo elétrico tem direção perpendicular à superfície.
  • As cargas elétricas em excesso de um condutor em equilíbrio eletrostático distribuem-se por sua superfície externa.

E27CONDUTOR PONTIAGUDO

O para-raio de Benjamin Franklin. Nunca empine pipa durante tempestades, pode ser fatal.

Todo condutor que apresenta uma região pontiaguda na superfície dificilmente permanece eletrizado, pois as cargas elétricas que chegam a um condutor vão se acumulando na ponta e escapam através dela. Isso explica por que os objetos altos e pontiagudos, como árvores isoladas, o topo de uma colina, postes de iluminação, devem ser evitados por ocasião de tempestades: as cargas elétricas positivas acumuladas em curvaturas atraem os elétrons das nuvens mais baixas, resultando na descarga elétrica conhecida como raio.

Esses três fatos são conhecidos como “poder das pontas”:

1o) uma ponta sempre se eletriza mais facilmente do que uma região não pontuda;

2o) se um corpo já está eletrizado, uma ponta perde carga elétrica mais facilmente do que as regiões não pontudas; por este motivo é difícil manter-se eletrizado um corpo que possua pontas;

3o) se um corpo está eletrizado, uma ponta tem sobre os outros corpos uma ação muito mais forte do que as regiões não pontudas.

O para-raio atrai a descarga elétrica e a conduz para o solo de forma segura.

BLINDAGEM ELETROSTÁTICA

A figura mostra que uma pessoa na gaiola fica imune aos campos elétricos externos, ou seja, mesmo sob a ação de cargas exteriores, o campo elétrico no interior do condutor é nulo. É um experimento clássico denominado gaiola de Faraday.

Gaiola de Faraday

Esse raciocínio pode ser aplicado a um veículo trafegando em meio a uma tempestade, ou mesmo sendo tocado por um fio de alta tensão. A segurança dos passageiros estará garantida enquanto eles permanecerem dentro do veículo, que funciona como blindagem eletrostática. Além do campo elétrico no interior ser nulo, todos os pontos interiores têm o mesmo potencial. Outro exemplo clássico é colocarmos um celular numa lata de leite em pó, por exemplo, e fecharmos a lata. Se ligarmos para esse aparelho, cairá na caixa postal.

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